Chega a ser incompreensível o tanto que a DC Comics e a Warner Bros. estão apanhando para estabelecer o seu próprio universo nos cinemas. O que não falta são boas inspirações: os anos de paciência da Marvel, desenvolvendo seus personagens com calma e definindo uma fórmula de sucesso; as várias obras primas dos quadrinhos, entre elas, Watchmen, Batman – O Cavaleiro das Trevas e Grandes Astros – Superman; e até mesmo no cinema com a recente trilogia de Nolan que, embora não seja fã do gênero, entendeu a essência do Batman, sem se preocupar o que agradaria o público ou não.

 

Os games são outros exemplos ótimos. A trilogia Arkham é uma aula de adaptação (que ainda inspirou Snyder na cena do armazém em Batman vs Superman – A Origem da Justiça), e se o objetivo no cinema é criar um universo sombrio, dramático e épico, com certas pitadas de humor, nada melhor do passar algumas horinhas jogando a franquia Injustice.

 

 

O primeiro jogo, Gods Among Us, apresentou uma senhora história que virou a Liga da Justica de cabeça para baixo. Sem medo de transformar Superman em um vilão, a franquia dividiu os heróis em uma guerra de ideologias e muita porradaria. Agora, como era de se esperar, Injustice 2 é uma bem-vinda evolução, trazendo o verdadeiro potencial do jogo. O modo história é novamente memorável e justifica a presença de cada personagem (o do Coringa é um pouco forçada). Mesmo que a relação entre Batman e Superman não tenha nenhuma mudança significativa, é interessante ver que nem mesmo um inimigo em comum, Brainiac, é o bastante para um aperto de mãos entre os dois. Imagina se eles tivessem a mãe com o mesmo nome… não, pera.

 

Curioso notar que, apesar do grande sucesso da Mulher-Maravilha nos cinemas, a produtora NetherRealm Studios não deixou que os personagens fossem influnciados por questões comerciais. A Mulher-Maravilha aqui é tão, ou mais, sangue nos olhos do que o Superman. Uma radical que de longe lembra a doce e representativa Gal Gadot.

 

 

O sistema de combate é simples e intuitivo, sendo um bom passatempo para jogadores mais descompromissados, mas sem esquecer dos competitivos. Há novas interações de cenário, novas animações dos especiais e linhas de diálogos especificas para cada combate. Porém, acostumada a trazer novidades em cada jogo de luta que desenvolve (o raio-X de Mortal Kombat, por exemplo), a NetherRealm revoluciona ao oferecer um sistema de aprimoramento digno de RPG. Cada herói pode ser modificado, aumentando suas atribuições e, assim, tendo uma melhor performance na arena. O seu herói favorito não será mais o mesmo após algumas horas de jogatina.

 

O modo história não é o único meio tentador para evoluir os personagens, o jogo também traz o viciante Multiverse. Um modo que traz eventos diferenciados com determinados níveis de dificuldade. Eventos que desafiam o jogador com lutas, no mínimo, dinâmicas. Multiverse disponibiliza lutas com certos tipos de desafios e recompensas, como lutar enquanto desvia de raios, por exemplo. O modo online é apenas a cereja do bolo deste game cheio de opções.

 

 

Injustice 2 é o auge da franquia até agora, além de ser um jogo de luta indispensável para os fãs do gênero. É também um soco na cara da DC/Warner de como usar o rico universo de heróis que as empresas tem em mãos.

 

 

Trailer: