Durante os quatros anos deste o seu primeiro álbum, Lorde esteve envolvida em diversos projetos, como a trilha sonora de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 e parcerias com outros artistas. A cantora também usou esse tempo para desenvolver seu próximo projeto, Melodrama. Se em Pure Heroine a neozelandesa fez uma ode a rebeldia e nostalgia juvenil, o novo trabalho é mais intimista, maduro e melódico. Uma verdadeira viagem ao mundo melodramático de Ella Marija Lani Yelich-O’Connor.

 

 

Tenho uma queda por álbuns conceituais, em que as músicas trabalham em conjunto para trazer uma experiência única. Nesta linha, posso citar o robótico e barulhento Drones da Muse, o dançante e nostálgico The Desire Effect de Brandon Flowers e qualquer álbum da banda Nightwish. Ouvir só uma música não é o bastante.

 

Responsável pelas letras e produção, ao lado dos colaboradores Jack Antonoff e Frank Dukes, Lorde apresenta um disco melancólico, mas sem ser entediante. Experimental, mas sem soar arrogante. Pop, mas longe de ser genérico. O primeiro single, Green Light, a kiwi já mostra seu talento com uma perfomance vocal cheia de sentimento e, apesar da tristeza em sua voz, a faixa é libertadora. Destaque para a união de instrumentos orgânicos com música eletrônica que ela faz com maestria. Sem falar do refrão pegajoso que é de praxe neste álbum, especialmente na hipnótica Sober (o verso repetindo no fundo é aquele detalhe que faz a diferença) e a pulsante Homemade Dynamite, honrando o legado de Royals.

 

 

As músicas mais cadenciadas, porém nunca sonolentas, como The Louvre, Hard Feelings/Loveless e as continuações Sober II (Melodrama)Liability (Reprise) podem não ter a força de um hit, mas encantam com os detalhes sonoros. Sempre há um som novo para ser descoberto. A união perfeita de Lorde e seu piano resulta nas sensíveis Liability e Writer In The Dark. Duas pérolas contra-indicadas para pessoas na fossa.

 

Supercut é praticamente uma techno music no melhor estilo noturno da cantora, enquanto Perfect Places encerra essa jornada de emoções que é Melodrama, com um refrão pronto para ser ecoado durante os shows. Sinceramente, não sei o que esperar do próximo trabalho de Lorde, porém quando minha vida estiver no modo drama, já sei qual será minha trilha sonora.

 

Tracklist:

 

01. Green Light
02. Sober
03. Homemade Dynamite
04. The Louvre
05. Liability
06. Hard Feelings/Loveless
07. Sober II (Melodrama)
08. Writer In The Dark
09. Supercut
10. Liability (Reprise)
11. Perfect Places

 

 

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