Seria injustiça comparar o sexto álbum de estúdio da Stone Sour com o antecessor House Of Gold And Bones – Parte 1 e 2. Hydrograd tem uma proposta mais simples e objetiva. É o vocalista Corey Taylor explorando o lado hard rock da banda, tirando um pouco (bem pouquinho) o pé do metal raivoso estabelecido por eles. Um álbum que a palavra de ordem é se divertir, enquanto curte um rock and roll cheio de energia e sentimento.

 

 

Os trabalhos começam com a já típica abertura instrumental YSIF para, em seguida, dar passagem ao hino de arena Taipei Person/Allah Tea. A habilidade da banda de intercalar diferentes harmonias dentro de uma música é incrível: uma hora é cheia de peso, depois de uma forma natural se torna melódica. Outros exemplos disso são Friday Knights e a pérola Fabuless. Essa última, Taylor seduz o ouvinte de uma maneira que remete ao seu trabalho na Slipknot, para explodir em um vocal revoltado, que é suavizado antes de mandar um sonoro motherfucker no refrão. A letra ainda traz passagens curiosas de The Rolling Stones e Led Zeppelin.

 

Integrante de longa data, James Root foi demitido da banda em 2014 e, no meio de declarações confusas, disse que não concordava com o caminho comercial que o grupo estava tomando. Talvez ele estaria se referindo à músicas como Song #3 e St. Marie. A primeira, um hit pop de altíssima qualidade, não é muito diferente de outras composições da Stone Sour (ou vão falar que Dying é puro death metal?) e, a segunda, uma inspirada country song. Uma sonoridade inédita que faz os músicos escaparem da mesmice tão comum no metal. Até a hardcore reggae Rose Red Violent Blue (This Song Is Dumb & So Am I) é bem-vinda, mostrando que esses norte-americanos de Iowa sabem arriscar sem perder a essência.

 

 

Fora o empenho de tentar novos sons, Stone Sour não abre mão do seu metal melódico. Knievel Has Landed, Thank God It’s Over e The Witness Trees poderiam figurar em álbuns passados sem problema nenhum. A velocidade do trash metal garante seu espaço nas pauleiras Whiplash Pants e Somebody Stole My Eyes, a linha “I am a rock ‘n roll Han Solo” já ganhou o prêmio de melhor-coisa-que-ouvi-esse-ano. O baterista Roy Mayorga entrega uma de suas melhores perfomances. A faixa-título é o seu principal destaque (além de um momento particular em Mercy), juntamente com o novato guitarrista Christian Martucci, que traz um maior foco nos solos. Um mais foda que outro, vale lembrar.

 

Levando o título de “a balada do disco”, When The Fever Broke enfraquece quando comparada ao que a banda já fez, mesmo assim, encerra o álbum com dignidade. Um trabalho chamado Hydrograd que, apesar do nome não signifcar absolutamente nada, significa mais um acerto da Stone Sour.

 

Tracklist:

 

01. YSIF
02. Taipei Person/Allah Tea
03. Knievel Has Landed
04. Hydrograd
05. Song #3
06. Fabuless
07. The Witness Trees
08. Rose Red Violent Blue (This Song Is Dumb & So Am I)
09. Thank God It’s Over
10. St. Marie
11. Mercy
12. Whiplash Pants
13. Friday Knights
14. Somebody Stole My Eyes
15. When The Fever Broke

 

 

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