É tão bom ouvir um álbum rico em sonoridade, sem saber ao certo o gênero predominante, se é funk, rap ou techno. Algo que pode ser uma tremenda bagunça em mãos erradas, mas nas mãos da Gorillaz é um big bang sonoro que promete explodir sua cabeça.

 

Após seis anos sem um trabalho inédito, o grupo retorna com Humanz. Trazendo 20 faixas na versão convencional, balanceadas entre o pop e o experimental e introduções pequenas que ajudam a criar uma atmosfera única: uma viagem cósmica.

 

O disco funciona como um todo, embora tenha músicas que destacam-se e deverão ser tocadas individualmente como Strobelite, Momentz, Submission e Let Me Out. Como de costume, Damon Albarn trabalha com diversos artistas, dando para cada música uma personalidade própria. Há faixas mais puxadas para o rap (Ascension), techno (Charger) e anti-pop como Hallelujah Money, música que dificilmente você veria uma banda lançando para divulgar o trabalho. E lançaram.

 

É tão bom ver Gorillaz de volta.

 

Tracklist:

 

01. Intro: I Switched My Robot Off
02. Ascension (feat. Vince Staples)
03. Strobelite (feat. Peven Everett)
04. Saturnz Barz (Spirit House) (feat. Popcaan)
05. Momentz (feat. De La Soul)
06. Interlude: The Non-Conformist Oath
07. Submission (feat. Danny Brown & Kelela)
08. Charger (feat. Grace Jones)
09. Interlude: Elevator Going Up
10. Andromeda (feat. D.R.A.M.)
11. Busted and Blue
12. Interlude: Talk Radio
13. Carnival (feat. Anthony Hamilton)
14. Let Me Out (feat. Mavis Staples & Pusha T)
15. Interlude: Penthouse
16. Sex Murder Party (feat. Jamie Principle & Zebra Katz)
17. She’s My Collar (feat. Kali Uchis)
18. Interlude: The Elephant
19. Hallelujah Money (feat. Benjamin Clementine)
20. We Got the Power (feat. Jehnny Beth)

 

 


Falando em retorno, a lendária banda inglesa Deep Purple também está de álbum novo.

 

Infinite é um trabalho dentro da zona de conforto, sem grandes pretensões ou novidades como o antecessor Now What?!, mas que traz o velho e bom rock and roll da banda. Um rock cheio de vida e que está longe de ser automático. Cada segundo fica nítido o prazer dos integrantes em criar algo inédito.

 

Time For Bedlam abre os trabalhos como um velho amigo que não se vê faz algum tempo, principalmente pela voz inconfundível de Ian Gillan. O rock clássico com uma pegada psicodélica, graças ao teclado de Don Airey, predomina durante as dez faixas que, em sua maioria, não tem exageros, mesmo assim sobra espaço para momentos “jam” em que o improviso domina. O guitarrista Steve Morse continua pegando fogo aos 62 anos. The SurprisingBirds Of Prey são exemplos disso. Sem falar no sensacional cover de Roadhouse Blues da The Doors.

 

Chame os amigos, abra aquela ceva e aumente o som para apreciar Infinite.

 

Tracklist:

 

01. Time For Bedlam
02. Hip Boots
03. All I’ve Got Is You
04. One Night In Vegas
05. Get Me Outta Here
06. The Surprising
07. Johnny’s Band
08. On Top Of the World
09. Birds Of Prey
10. Roadhouse Blues