A série Resident Evil é um dos principais carros-chefes da Capcom, e sua longevidade de sucesso se deve muito ao fato da empresa entender o mercado à sua volta. Tendo início como um survive horror, a franquia sofreu uma mudança drástica, e necessária,  em seu quarto episódio, entrando de vez no gênero de ação. Entre explosões e tiroteios a empresa caminhou até o lançamento de Resident Evil 7 – Biohazard, um verdadeiro reboot para a série. Resgatando o horror dos primórdios e trazendo a inédita perspectiva em primeira pessoa, inspirado por games como Outlast e Amnesia, RE 7 é uma bem-vinda aposta para começar uma nova era.

 

 

A nova história tem início quando o personagem Ethan Winters vai em busca da esposa Mia no que parece ser uma casa abandonada, no interior dos Estados Unidos. Bom, isso é tudo que precisa ser dito sobre o enredo, pois o mistério move o jogador em uma jornada repleta de revelações, através de diálogos incríveis e pistas espalhadas em fotos e anotações.

 

Uma jornada sanguinária graças a família Baker. Cheios de personalidade e responsáveis por cenas memoráveis, eles proporcionam lutas épicas que já podem ser consideradas clássicas dentro da série. Principalmente com o patriarca Jack Baker. Figura temida em cada novo cômodo a ser explorado. Só de ouvir a sua voz, a espinha vai congelar. Essa voz que faz parte do belo trabalho de som, que entrega vida não só aos personagens, mas aos cenários em si. Os barulhos irão aumentar o batimento cardíaco de qualquer jogador.

 

 

A ambientação é dentro de uma imponente fazenda que parece não ter fim, e ainda conta com outras locações ao redor. Uma delas é a casa velha, um dos locais mais aterrorizantes e que é guardado por Marguerite Baker, personagem que faz jus as criaturas surreias dos filmes de terror. Por falar nisso, RE7 é cheio, mas cheio mesmo, de referências. Deste O Massacre da Serra Elétrica (a cena do jantar é angustiante) e A Morte do Demônio (prepare-se para manusear uma motosserra) à obras de Stephen King, além, é claro, da própria franquia.

 

 

A falta de personalidade do protagnista pode ser encarada como um problema, mas é compreensível. Ele não é um personagem importante para a mitologia da série, e sim um avatar que entrega uma experiência íntima para quem está segurando o controle. Uma experiência que pode ficar completa com o uso do VR, mas aí deixo para os mais corajosos.

 

O combate, desta vez, não é o foco de Resident Evil. Por isso a sua mecânica travada não atrapalha tanto se fosse um game do gênero. Até deixa várias situações mais tensas, obrigando o jogador a recuar bastante para poder atacar os seres bizarros que surgem através de um “mofo” espalhado pela casa. Depois que aprende o macete de atirar-recuar-recarregar, o desafio nem é tão grande assim. Mesmo quando chove inimigos, Ethan dificilmente ficará sem munição ou itens de vida. Ou seja, livre para uma verdadeira chacina de monstros.

 

 

Resident Evil 7 – Biohazard é o novo fôlego que a série precisava. Retorna com características marcantes do passado e não tem medo de arriscar novas possibilidades para o futuro. Um jogo que, definitivamente, abre novas portas para a franquia.

 

 

Trailer: