Construído como set de filmagem para O Senhor dos Anéis, e refeito na trilogia Hobbit – desta vez mantido como atração turística -, Hobbiton é um pedaço da Terra-Média a disposição dos fãs de J. R. R. Tolkien. Há dois anos morando na Nova Zelândia, ainda não tinha visitado o lar dos hobbits, e nunca me perdoaria se não fosse, principalmente agora que está no quintal da minha nova casa.

 

 

Sendo assim, fechei uma tour para Hobbiton Set Movie pela Intercity. Você também pode garantir o seu ingresso pelo site da empresa (clique aqui) ou no ponto de informação localizado em Matamata, cidade a poucos quilômetros da fazenda Alexander. Uma família que teve a vida transformada pela visita de um certo diretor chamado Peter Jackson.

 

Durante a viagem até Hobbiton, o motorista Mike One (o nosso guia foi o Mike Two) explica várias curiosidades sobre o local, a mais conhecida é sobre o porquê de Jackson ter escolhido aquela fazenda para ser o lar dos hobbits. Ele ficou fascinado pela gigantesca árvore que serve de cenário no aniversário de Bilbo Bolseiro. Contudo, no caminho até o set, o campo ondulado – semelhante as dunas do deserto – com centenas de ovelhas vendo aqueles estranhos passar por elas, já deixa claro a sua beleza peculiar. A árvore é apenas a cereja do bolo.

 

 

O passeio total dura aproximadamente duas horas e meia, tempo suficiente para babar e ver as 39 casinhas dos hobbits, além de tomar uma ginger beer no The Green Dragon. A taverna oferece quatro tipos de bebidas exclusivas (só uma não alcoólica), sendo a primeira rodada de graça. O passeio em si é um sonho tornando-se realidade, com histórias para cada parada; como quando o ator Ian McKellen (Gandalf) bateu a cabeça no teto da casa de Bilbo e esse acidente foi mantido por Jackson no filme, ou sobre a árvore artificial construída encima da casa dos Bolseiros, diminuída para o Hobbit, pois a história se passava muito antes de O Senhor dos Anéis. Uma preocupação extrema com os detalhes que faz de Hobbiton um lugar único e vivo.

 

No entorno das moradias, a produção preocupou-se em criar uma identidade própria para cada uma. Desta maneira, tem uma casa onde é produzido mel, outra com um amontoado de lenhas cortadas, uma horta comunitária, roupinhas estendidas no varal, mini escadas encostadas nas árvores, uma mesa com um tabuleiro de xadrez, uma padaria, entre outras adições. Difícil acreditar que é tudo um set de filmagem. A sensação é se esperar um pouquinho verá um hobbit a qualquer momento.

 

 

Há tempo para fotos e filmagens, porém o ponto alto da visita, além de tirar uma foto dentro de uma das casas, é ver o lar da família Bolseiro e de Samwise Gamgee, o fiel companheiro de Frodo. Pisar no mesmo chão em que esses queridos personagens passaram, é uma sensação prazerosa de êxtase e nostalgia que eu não seria capaz de descrever. Na verdade seria, mas aí escreveria um livro.

 

Na última parada da viagem, o ônibus, como de praxe, estaciona na loja The Shire’s Rest para que eu pudesse terminar de gastar o salário. A variedade de produtos é muito boa, focada nas duas trilogias do cinema. Trilogias de um universo riquíssimo criado por J. R. R. Tolkien e que eu fiz parte por um dia. Agora só preciso ver o que faço com um anel que achei por lá.

 

Clipe: