Dois álbuns inéditos no mesmo ano para deixar qualquer fã da Sixx: A.M. abençoado(a). O primeiro, Prayers For The Damned Vol. 1, surpreendeu por sua agressividade no som e uma temática sombria que percorre, quase, todo o trabalho. Prayers For The Blessed Vol. 2, como o próprio título deixa claro, é o oposto. Sim, o rock pesado continua, não perdendo a identidade do projeto duplo. A diferença é o velho otimismo conhecido da banda que está de volta.

 

Se na primeira parte houve mais ambição, desta vez, Michael, Sixx e Ashba apostaram no seguro. O álbum é recheado de hinos grandiosos e viciantes, prontos para deixar a galera rouca nos shows. Barbarians (Prayers For The Blessed), We Will Not Go Quietly, The Devil’s Coming e Riot In My Head são apenas alguns exemplos da capacidade deles em compor músicas de arena. Um verdadeiro hard rock dos anos 80 com roupagem moderna.

 

Porém, a falta de ousadia e letras que repetem-se no tema motivacional mostram um certo desgaste por parte da banda. E a necessidade de impor um som pesado acaba prejudicando baladas como o cover de Without You, mesmo que a banda compense nas sensacionais Maybe It’s Time e Suffocate.

 

No final das contas, o disco duplo encerra-se com o saldo positivo, e tenho certeza que a Sixx: A.M. não se acomodará tanto no próximo projeto. Oremos.

 

Tracklist:

 

01. Barbarians (Prayers For The Blessed)
02. We Will Not Go Quietly
03. Wolf At Your Door
04. Maybe It’s Time
05. The Devil’s Coming
06. Catacombs
07. That’s Gonna Leave a Scar
08. Without You
09. Suffocate
10. Riot In My Head
11. Helicopters

 

 


Não é fácil ser uma banda de rock, principalmente uma iniciante. Como ser fiel ao público conquistado e, mesmo assim, não se acomodar no som, arriscar algo diferente com o risco de perder fãs conservadores?

 

Devilskin chutou bundas com o grande sucesso de estreia We Rise, mostrando ao mundo seu metal alternativo com hits acessíveis a qualquer ouvinte. Assim, o segundo trabalho da banda neozelandesa seria uma ótima oportunidade para adicionar novidades, no entanto, Be Like The River é uma continuação direta do antecessor, sem o mesmo brilho e sem singles tão marcantes como Little Pills.

 

Não que o trabalho seja fraco, longe disso, há músicas excelentes como Pray, In Black e Mountains. O problema é quando uma faixa se assemelha muito com a outra, como se fossem produzidas em série. A sensação é estar ouvindo a mesma música de novo, e de novo e mais uma vez. Uma correnteza que conduz o ouvinte sempre para a mesma direção.

 

Tracklist:

 

01. In Black
02. Mountains
03. Pray
04. Voices
05. Believe In Me
06. F.Y.I
07. Bury Me
08. House 13
09. Grave
10. Animal
11. Limbs
12. Closer
13. We Rise

 

 


Em seu segundo álbum, Highly Suspect pluga novamente suas guitarras sujas e distorcidas para trazer à vida The Boy Who Died Wolf (juro que a antítese não foi proposital).

 

É impressionante a mesma banda compor músicas como My Name Is HumanLittle OneFor Billy, relembrando os bons tempos do grunge, mas no mesmo trabalho, Send Me An AngelF.W.Y.T. (indicada na categoria WTF!?!) que me fizeram querer cortar os pulsos. Até a marca registrada da banda, o som cru, cheio de ruído, mais atrapalha do que ajuda – imagina Serotonia puxada para o blues, com uma guitarra limpa -, deixando a experiência entendiante.

 

A maioria das faixas tem potencial, mas sempre falta algo, como em Chicago que merecia uma performance melhor de Johnny Stevens no refrão. Highly Suspect tem, as letras sinceras e diretas provam isso, talento de sobra, só precisa lidar com os seus exageros.

 

Tracklist:

 

01. My Name Is Human
02. Look Alive, Stay Alive
03. Little One
04. For Billy
05. Serotonia
06. Postres
07. Send Me An Angel
08. Viper Strike
09. F.W.Y.T.
10. Chicago
11. Wolf