Dona de clássicos como Master Of Puppets e Black Album, Metallica constantemente será centro de discussões quando um trabalho novo é lançado. Muito pela grandeza e popularidade da banda, que atinge tanto os fãs de metal quanto os leigos do estilo. A ambição na busca por novos sons também é outro fator, desagradando e dividindo as opiniões dos conservadores.

 

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Hardwired… to Self-Destruct é mais focado e lapidado do que o antecessor e confuso Death Magnetic (nem vou entrar no tópico Lulu). Dividido em duas partes, e produzido por Greg Fidelman, James Hetfield e Lars Ulrich (os vídeos de bastidores mostram o controle total do baterista na produção), o álbum inicia com a destruidora Hardwired. Uma música da banda não me empolgava tanto deste Fuel de ReLoad. O grupo não precisa gravar uma faixa com mais de seis minutos, riffs repetitivos e viradas de bateria intermináveis na tentativa de compor um clássico. O negócio é entregar o que a música pede, nada mais além disso.

 

Atlas, Rise! é tudo que se espera de uma banda como Metallica: uma música com identidade, riff empolgante e um refrão forte, trazendo uma performance notável de Hetfield durante a execução. Por falar no vocalista/guitarrista, o músico está inspiradíssimo, responsável por riffs marcantes (e pouco genéricos) e seguro em canções melódicas como a épica Halo On Fire. Só lembro que Kirk Hammett está na banda quando chega a hora dele brincar nos solos, apenas, satisfatórios, embora destrua em Moth Into Flame. Outra possível candidata a futuro clássico.

 

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Nascida de uma noite selvagem entre Sad But True e Black Sabbath (a banda), Dream No More é uma aposta segura, ainda assim, incrível. Igualmente Now That We’re Dead, completando esta primeira parte arrasadora, com mais uma faixa para deixar qualquer ouvinte anestesiado.

 

O “Lado B” pode não ser brilhante como o primeiro, mas está longe de decepcionar. Confusion mostra o por quê de Lars ser o dono da banda através de sua bateria pulsante, que nunca é deixada na mão pela levada segura de Robert Trujillo no baixo. Saindo um pouco da casinha, ManUNkind, é uma pérola a ser degustada aos poucos, o tempero de hard rock só adiciona mais sabor a composição. Sem perder o embalo, Here Comes Revenge traz uns dos refrões mais grudentos, além, é claro, um riff matador de Hetfield. Hit fácil.

 

 

É pecado estabelecer que Am I Savage?Murder One são os pontos fracos, só não estão a altura do restante. Mesmo assim, a segunda é uma bela homenagem ao falecido vocalista do Motorhead, Lemmy Kilmister. Em um álbum que praticamente passa pelas fases e influências da Metallica, Spit Out The Bone o encerra com um digno trash metal para deixar qualquer fã exausto, porém feliz e pronto para repetir esta porrada sonora chamada Hardwired… to Self-Destruct.

 

Tracklist:

 

Disco 1:

 

01. Hardwired
02. Atlas, Rise!
03. Now That We’re Dead
04. Moth Into Flame
05. Dream No More
06. Halo On Fire

 

Disco 2:

 

01. Confusion
02. ManUNkind
03. Here Comes Revenge
04. Am I Savage?
05. Murder One
06. Spit Out The Bone

 

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Clipe: