kornSe tem um estilo que foi (e ainda é) esculachado dentro da comunidade conservadora do metal, é o nu metal. Lembro como se fosse ontem quando essa vertente explodiu com bandas como Slipknot, Korn e Linkin Park, fazendo a cabeça e o vestuário dos jovens.

 

Nos últimos anos, Slipknot e Linkin Park lançaram trabalhos interesses para, agora, chegar a vez da Korn. The Serenity Of Suffering pode não apresentar nada de novo em relação à banda, mas soa renovado e cheio de energia.

 

Sem folga para recuperar o fôlego, o álbum traz uma sonoridade agressiva, letras sombrias e músicas que, após poucas audições, já são facilmente identificadas. Insane, música de abertura, não deixa nenhuma dúvida sobre isso. O vocalista Jonathan Davis intercala muito bem os momentos do gutural com as partes melódicas, e a banda faz a felicidade dos headbangers que vão chacolhar muito a cabeça na psicótica Rotting In Vain. Há até uma oportuna participação do arroz de festa Corey Taylor (Stone Sour) na excelente A Different World.

 

O nu metal ainda continua vivo e falando alto para todos o ouvirem.

 

Tracklist:

 

01. Insane
02. Rotting In Vain
03. Black Is The Soul
04. The Hating
05. A Different World (feat. Corey Taylor)
06. Take Me
07. Everything Falls Apart
08. Die Yet Another Night
09. When You’re Not There
10. Next In Line
11. Please Come For Me

 

04-otimo

 


prettyEis que a banda The Pretty Reckless chega ao seu terceiro álbum, Who You Selling For.

 

Diferente dos anteriores (Going To Hell e Light Me Up ), que varia entre o hard rock e o alternativo, este novo álbum aposta no blues, mas sem deixar de lado a agressividade do rock and roll, como pode ser ouvido na paulada Oh My God.

 

É também o trabalho mais ambicioso da banda, liderada pela cantora Taylor Michel Momsen, que divide o destaque com o guitarrista Ben Phillips. As faixas apresentam uma produção rodeada de detalhes e nuances, ficando claro na The Walls Are Closing In (Hangman).

 

No entanto, esta ambição prejudica o trabalho quando se torna exagero. The Devil’s Back tem um solo de guitarra belíssimo, mas se prolonga demais, a sensação é que a faixa não acaba nunca. Poderia até ter músicas de 30 minutos, porém 30 minutos inspirados (idem Nightwish), o que não é o caso. Então a solução seria investir mais em canções objetivas como Wild City, sem precisar fazer um cover disfarçado de Sympathy For The Devil (The Rolling Stones) no single Take Me Down, só faltou os gritinhos.

 

A evolução da banda nesta nova empreitada é nítida, mas ainda falta algo para ser uma das melhores da atualidade.

 

Tracklist:

 

01. The Walls Are Closing In (Hangman)
02. Oh My God
03. Take Me Down
04. Prisoner
05. Wild City
06. Back to the River
07. Who You Selling For
08. Bedroom Window
09. Living In The Storm
10. Already Dead
11. The Devil’s Back
12. Mad Love

 

03-bom

 


amarantheApós o ótimo The Nexus (que me fez conhecer a banda sueca), Amaranthe acomodou-se.

 

Bom, para quem não gosta de mudanças, Maximalism é uma audição segura do que se esperar da banda: uma competente mistura de metal (ainda mais pop) com música eletrônica – excelente pedida para aulas de fitness, principalmente na música Supersonic -, refrões grudentos e letras genéricas. Tudo isso enquanto os três vocalistas divertem-se como nunca ao cantar os hinos.

 

Enfim, o novo disco é divertido o bastante para conferi-lo, porém está longe de ser levado a sério e não terei vontade de ouvi-lo novamente depois de um tempo. Ouvirei os antigos que são a mesma coisa.

 

Tracklist:

 

01. Maximize
02. Boomerang
03. That Song
04. 21
05. On The Rocks
06. Limitless
07. Fury
08. Faster
09. Break Down And Cry
10. Supersonic
11. Fireball
12. Endlessly

 

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