Depois de alguns meses finalmente consegui jogar INSIDE, novo game da Playdead, estúdio responsável pelo intrigante Limbo. Antes de mais nada, INSIDE continua a mecânica do antecessor, um jogo de plataforma que desafia o jogador com quebra-cabeças elaborados. No entanto, o grande diferencial desse indie game é a sua complexa e assustadora trama, que fará muito gamer dedicar horas para entender, e mesmo assim, não chegará a uma única conclusão. Um jogo para explodir mentes.

 

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Embora siga o mesmo estilo de Limbo, INSIDE entrega um visual mais polido e um gameplay dinâmico. A atmosfera sempre sombria e hostil, traz uma sensação de perigo iminente a todo momento. A trilha sonora, incluindo os sons e a música, casam perfeitamente com esse clima soturno, mantendo uma tensão angustiante e aumentando o mistério sobre a real motivação do personagem.

 

Para alcançar o “objetivo”, o jogador tem a disposição três comandos simples: andar, agarrar e pular. Mas não tinha falado que o gameplay era dinâmico? Então, a variedade que você pode realizar essas ações é diversa, tendo fases – principalmente envolvendo água e uma criatura vinda de O Chamado – que irão mudar a forma de jogar. Alguns puzzles necessitam da ajuda de terceiros (seres que são controlados pela mente) e são um verdadeiro espetáculo de horror.

 

Não é um jogo para crianças, algo que fica bem claro quando o personagem é morto, de maneiras que deixariam qualquer criança traumatizada. O final bizarro e memorável com certeza é garantia de muitas horas com o psicólogo. Agora sei como é estar dentro de um filme de David Cronenberg.

 

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Sobre a trama, não há muito o que falar sem prejudicar a experiência do jogador. Um menino surge na floresta e parece estar fugindo de um grupo de pessoas é o máximo que dá para revelar. O jogo investe no visual para contar a história, sendo assim, enquanto avança com o personagem, se percebe um mundo devastado, com muitos cenários desérticos e animais mortos pelo chão sendo devorados por vermes. Existe todo um conceito de sociedade e controle que deve ser desconstruído aos poucos.

 

game pode ser encerrado em menos de duas horas (o que não explica ter demorado tanto para joga-lo), porém a falta de qualquer tipo de explicação mastigada mantém a história viva por horas, ou dias, após o término. Há também um final alternativo que só enriquece as especulações sobre esse universo. Jogar apenas uma vez não será o bastante para extrair o que está dentro de INSIDE.

 

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Trailer: