41612_01_BookThe Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser é tudo que o nome deixa claro ser. Uma das grandes surpresas de 2016, o novo álbum de Rob Zombie é um retrato de seu artista: bizarro, pervertido, divertidamente incorreto e cativante. Típico trabalho que ganha o ouvinte pela honestidade.

 

O amor de Zombie pela arte trash está explícito, e quem o acompanha no cinema (responsável por algumas versões de Halloween) sabe do que é capaz. Desta forma, The Electric Warlock traz doze faixas objetivas, empolgantes e com letras de pura sátira social, com muitos palavrões e putaria como em Well, Everybody’s Fucking In A U.F.O. (os títulos são demais).

 

Embora há músicas que destacam-se individualmente como The Life And Times Of A Teenage Rock God e In The Bone Pile, o importante é a experiência sonora como um todo, completada por clipes pra lá de cinematográficos. Unindo punk, metal e música eletrônica (exagerada em alguns pontos, deixando incompreensível o vocal), Zombie lança um álbum conceitualmente interessante e viciante do começo ao fim. Uma verdadeira trilha sonora de um sci-fi trash.

 

Tracklist:

 

01. The Last Of The Demons Defeated
02. Satanic Cyanide! The Killer Rocks On!
03. The Life And Times Of A Teenage Rock God
04. Well, Everybody’s Fucking In A U.F.O.
05. A Hearse Overturns With The Coffin Bursting Open
06. The Hideous Exhibitions Of A Dedicated Gore Whore
07. Medication For The Melancholy
08. In The Age Of The Consecrated Vampire We All Get High
09. Super-Doom-Hex-Gloom Part One
10. In The Bone Pile
11. Get Your Boots On! That’s The End Of Rock And Roll
12. Wurdalak

 

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CoilO oitavo álbum da Lacuna Coil aposta nos medos e traumas do subconsciente em Delirium, no qual pode ser considerado um dos trabalhos mais pesados da banda italiana.

 

Deixando o cinematográfico de lado, do ótimo Broken Crown Halo, a banda gótica investe mais em um som dark, com guitarras pesadas e o gutural de Andrea Ferro, além da usual inserção eletrônica que, neste caso, acaba soando gratuita, sendo apenas uma forma da banda parecer “moderna”. O efeito usado na faixa-título e Blood, Tears, Dust, de nada atribui às músicas, deixando-as com um barulho desnecessário.

 

Diferente do antecessor, o novo trabalho também não apresenta músicas que me farão querer ouvir futuramente, embora tenha qualidade na execução das mesmas, e traga uma Cristina Scabbia ainda em forma no vocal lírico. The House Of ShameBroken Things, Take Me Home e My Demons são minhas favoritas de um álbum que tinha potencial, mas pesaram a mão nele.

 

Tracklist:

 

01. The House Of Shame
02. Broken Things
03. Delirium
04. Blood, Tears, Dust
05. Downfall
06. Take Me Home
07. You Love Me ‘Cause I Hate You
08. Ghost In The Mist
09. My Demons
10. Claustrophobia
11. Ultima Ratio

 

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