Com a correria do cotidiano, às vezes fica difícil abordar todos os lançamentos musicais importantes, porém, como sempre digo: antes tarde do nunca, e abaixo estão três álbuns ótimos que merecem ser recomendados. Boa leitura!

 

SoulsApós cinco anos de espera por um trabalho inédito, The Book of Souls apresenta uma Iron Maiden em plena forma e com um vigor digno de uma verdadeira lenda do metal.

 

Produzido por Kevin “Caveman” Shirley e o baixista Steve Harris, este é o primeiro álbum duplo da banda, contendo 10 faixas épicas que necessitam de tempo para a degustação. Iron Maiden continua investindo em um heavy metal psicodélico e próximo da música clássica, embora tenha a viciante e mais “simples” – comparada a complexidade das companheiras – Speed of Light, que confesso ser a minha pegada favorita da banda.

 

Neste belo concerto do metal, difícil destacar uma só música, mas minhas preferidas, além da já citada acima, são If Eternity Should Fall e Tears of a Clown, esta última uma homenagem ao falecido ator Robin Williams. Bruce Dickinson, mesmo aos 57 anos e recuperado de um câncer na língua, demonstra estar no auge de sua performance vocal, contribuindo para que The Book of Souls tenha a excelência que se espera da Iron Maiden, e felizmente eles não deixam ninguém esperando.

 

Tracklist:

 

Disco 1:

 

01. If Eternity Should Fall
02. Speed of Light
03. The Great Unknown
04. The Red And The Black
05. When The River Runs Deep
06. The Book of Souls

 

Disco 2:

 

01. Death or Glory
02. Shadows of The Valley
03. Tears of a Clown
04. The Man of Sorrows
05. Empire of The Clouds

 

04-otimo

 


SixDiferente dos britânicos da Iron Maiden, a banda Five Finger Death Punch (sim, é por causa de Kill Bill) tem um som mais direto, muito familiar à bandas como Disturbed, porém com um número maior de palavrões.

 

Em seu sexto álbum de estúdio, Got Your Six, os norte-americanos sabem o caminho para compor pegajosos hits do metal, emendando uma porrada sonora atrás da outra, mas o mais importante, músicas empolgantes e que não soam genéricas, apesar de seguirem o padrão da banda.

 

Wash It All Away é o melhor exemplo para ilustrar o som que ao mesmo tempo que é pesado, também consegue ser melódico, além de um refrão inspirado. Por falar em refrões fortes, o álbum está cheio deles como em Ain’t My Last Dance, My Nemesis, Jekyll And HydeHell To PayBoots And Blood. Faixas que rapidamente grudam na cabeça, depois de balançar ela dezenas de vezes.

 

É verdade que Five Finger Death Punch não impressiona por suas letras, que são basicamente sobre revolta, mas sim pela entrega dos integrantes em fazer um álbum pulsante do começo ao fim, fazendo o mais moribundo dos mortais levantar de sua tumba.

 

Tracklist:

 

01. Got Your Six
02. Jekyll And Hyde
03. Wash It All Away
04. Ain’t My Last Dance
05. My Nemesis
06. No Sudden Movement
07. Question Everything
08. Hell To Pay
09. Digging My Own Grave
10. Meet My Maker
11. Boots And Blood

 

04-otimo

 


XEd Sheeran é um dos novos talentos solos que vem surgindo nos últimos anos, como James Bay, Lorde, Hozier, George Ezra, Amy Macdonald, entre outros.

 

Sucesso absoluto nas paradas, e com mérito, o britânico fez de X o salto para o estrelado, com uma estranha e bem vinda mistura de pop acústico com rap, apresentando canções que em nenhum momento soam pobres, variando entre os diversos estilos.

 

Enquanto ele mostra seu lado rapper em faixas como Don’t e Nina, esbanja sentimentalismo nas baladas PhotographThinking Out Loud, mostrando como se faz canções de amor: com feeling e apaixonado pela música. Sem falar que o músico ainda tem uma interessante influência do folk, mesmo que não seja tão evidente neste disco.

 

Contudo, o ápice de X é mesmo a dançante hit Sing (com a participação do requisitadíssimo Pharrell Williams), que traz todo o talento de Sheeran à tona, ótima pedida para animar qualquer festa. Deste modo, com um violão e uma ótima produção – entre os produtores está o experiente Rick Rubin -, Sheeran é mais uma prova que o pop não vive apenas de meninas loiras esqueléticas de voz artificial e rappers que só sabem sustentar futilidades, enquanto disparam clichês do gênero.

 

Tracklist:

 

01. One
02. I’m a Mess
03. Sing
04. Don’t
05. Nina
06. Photograph
07. Bloodstream
08. Tenerife Sea
09. Runaway
10. The Man
11. Thinking Out Loud
12. Afire Love

 

04-otimo