The Big Bang Theory é um dos maiores sucessos da TV norte-americana. Independente da qualidade e dos personagens estereotipados, a sitcom resiste ao tempo e gera milhões para o criador Chuck Lorre (Two And a Half Man). No entanto, antes dessa explosão houve uma massa de nonsense britânico que deu origem à essa versão enlatada. Um grupo de três amigos que trabalham com TI e durante sete anos foram responsáveis por um humor satírico e surreal, além de demonstrar muito amor pela cultura pop, fazem parte de The IT Crowd. Uma série que deixa clássicos como Monty Python e Mr. Bean orgulhosos.

 

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A série criada por Graham Linehan pode ser vista em quatro temporadas, cada uma com seis episódios (dando aquele gostinho de quero mais, muito mais), e mesmo após o seu fim, ainda contém uma cereja do bolo com um documentário sobre a série e um episódio especial chamado The Last Byte/The Internet Is Coming (este com uma duração maior, já que geralmente um episódio normal tem 25 minutos) que encerrou a história desses personagens tão carismáticos de uma forma nostálgica.

 

O início da Vida, do Universo e Tudo Mais, é quando os dois amigos Roy (Chris O’Dowd) e Moss (Richard Ayoade), responsáveis pelo departamento de TI, tem suas vidas transformadas após a chegada da nova chefe Jen Barber (Katherine Parkinson), que é especialista em saber clicar no mouse. A química dos atores diante as situações do cotidiano que são levadas ao extremo do absurdo, é o principal motor desta máquina de fabricar gargalhadas, resultando em inesquecíveis episódios como Aunt Irma Visits, Are We Not Men?, The Speech e o meu favorito The Work Outing, sendo uma prova que é possível fazer piadas dentro de temas como homossexualidade e deficiência física sem ser ofensivo. Pensar que em certo momento você vai rir de um suicídio. Contudo, é complicado destacar apenas alguns episódios, pois seria como tentar selecionar as estrelas em uma constelação, uma pode até brilhar mais do que a outra, mas cada uma tem um brilho próprio.

 

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sitcom, que ainda adota o formato clássico de auditório, não se resume ao trio principal, incluindo personagens secundários que são tão marcantes quanto. Noel Fielding e o seu bizarro gótico Richmond – sensacional quando ele quebra a quarta parede – e a família Reynholm com o filho Douglas (Matt Berry) mais lunático do que o pai Denholm (Christopher Morris). Aliás, Berry com um timing perfeito de humor, faz seu personagem ter mais importância ao decorrer da série, e não poderia ser diferente depois de uma briga épica entre Douglas e sua “namorada”, causando o fim da Internet.

 

O ambiente de trabalho do grupo também é um personagem a parte. Localizado no porão da empresa, o lugar é um contraste bagunçado com o resto do moderno e limpo prédio. Peças de computadores espalhadas por todos os lados e dezenas de referências nerds compõem a caótica decoração, um escritório que é definido como um ecossistema que, como toda a série, parece pertencer ao um especifico universo do surrealismo. Um verdadeiro clube 8+.

 

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The IT Crowd é a típica série que você não assiste, apenas devora até não sobrar nenhum minuto sobrando. Uma produção que conta através do humor o trabalho dos profissionais de… “computadores”, eleva ao máximo a personalidade geek e reflete sobre uma das mais importantes questões do Universo:  você já tentou desligar e ligar seu computador novamente?

 

Documentário sobre a série: