Truth Dono de uma das mais poderosas vozes do rock, não é a toa que Chris Cornell já passou por duas excelentes bandas como Soundgarden e Audioslave. Felizmente, o norte-americano também tem sua carreira solo e, neste ano, ele nos presenteia com Higher Truth.

 

Tendo como base a voz e o cristalino violão (graças a ótima produção do competente Brendan O’Brien), Cornell investe no folk para destilar sua poesia intimista em canções belíssimas. Nearly Forgot My Broken Heart, primeiro single de trabalho, é uma pérola viciante que abre as portas do espetáculo que é ouvir as doze faixas, principalmente Dead Wishes, Worried Moon e, minha favorita, Before We Disapppear que formam uma sequência intocável deste que já é um imperdível álbum.

 

Tracklist:

 

01. Nearly Forgot My Broken Heart
02. Dead Wishes
03. Worried Moon
04. Before We Disapppear
05. Through The Window
06. Josephine
07. Murderer Of Blue Skies
08. Higher Truth
09. Let Your Eyes Wander
10. Only These Words
11. Circling
12. Our Time In The Universe

 

04-otimo

 


TShineApós o ótimo Amaryllis, a banda Shinedown firmou-se como uma das principais revelações do rock. Quando ouvi a nova música de trabalho, Cut The Cord, não esperava menos do que muita agressividade e peso no vindouro álbum Threat To Survival, pois é o que a música apresentava.

 

Então, quando o conferi pela primeira vez, pensei estar ouvindo a banda errada ou tinha algum defeito com a gravação, mas muito pelo contrário, com uma pegada mais pop e a típica produção “chiada” do gênero, a banda se arrisca em um novo terreno para ver se consegue novos fãs. Sim, ainda há músicas empolgantes como a citada anteriormente,  Asking For It que faz muito bem essa transição do velho som para o novo, os resquícios do hard rock em  It All Adds Up e Oblivion, e a bonita balada Misfits.

 

Deixo claro que não vejo nada de mal em uma banda tentar um som comercial, porém, neste caso, a produção fica devendo qualidade (Nickelback poderia ser um exemplo a ser seguido), deixando para Shinedown melhorar as músicas nos shows.

 

Tracklist:

 

01. Asking For It
02. Cut the Cord
03. State Of My Head
04. Outcast
05. How Did You Love
06. It All Adds Up
07. Oblivion
08. Dangerous
09. Thick As Thieves
10. Black Cadillac
11. Misfits

 

03-bom

 


Honeymoon

Lana Del Rey virou sensação da indie pop em 2012 com Born To Die. Depois do sucesso, surpreendeu com um álbum mais sombrio e melancólico chamado Ultraviolence que, embora eu nunca mais o ouvi, não deixa de ser ousado. Agora, em seu recente trabalho, Honeymoon, a cantora parece ter encontrado um meio caminho entre os dois últimos trabalhos.

 

Del Rey comentou que este novo disco seria mais otimista que o antecessor, porém ela esqueceu de avisar que seu otimismo é uma tarde fria de chuva em vez de uma tempestade com enchente. Ou seja, a melancolia continua em um álbum que deve ser apreciado aos poucos, tendo músicas que merecem sua atenção como Music To Watch Boys To, o ponto alto High By The BeachFreak, Religion e The Blackest Day, além de uma interessante e quase imperceptível versão do hit Don’t Let Me Be Misunderstood da banda Santa Esmeralda.

 

Como de praxe, Lana Del Rey usa com excelência o talento de sua voz e a fuga do convencional com a união do eletrônico com música clássica e muitos outros estilos – o jazz é bem presente -, compondo um álbum rico em sonoridade. Contudo, ainda quero ver a cantora em novos ares, quem sabe um pouco mais pra cima.

 

Tracklist:

 

1. Honeymoon
2. Music To Watch Boys To
3. Terrence Loves You
4. God Knows I Tried
5. High By The Beach
6. Freak
7. Art Deco
8. Burnt Norton (Interlude)
9. Religion
10. Salvatore
11. The Blackest Day
12. 24
13. Swan Song
14. Don’t Let Me Be Misunderstood

 

04-otimo