DF Quando terminei de assistir Sin City – A Cidade do Pecado pela primeira vez (e de lá pra cá foram umas sete), queria voltar para aquela cidade e conhecer novas histórias o mais rápido possível, por isso fiquei feliz quando o diretor Robert Rodriguez anunciou uma continuação alguns meses depois. Bom, não foi tão rápido assim, e depois de nove anos a esperada continuação, A Dama Fatal, estreou. Admito que você verá o mais do mesmo: estilização, garotas sensuais, homens transpirando masculinidade e, o mais importante para qualquer fã, muita, mas muita violência. A estrutura narrativa de três histórias é mantida (dentro de uma história tem dois protagonistas), porém não com a mesma consistência do antecessor. Enquanto no primeiro, Rodriguez tinha histórias interessantes, aqui só uma realmente importa: a protagonizada pela dama fatal, a cada vez mais linda Eva Green. Josh Brolin também rouba a cena como Dwight, repetindo a forte presença que foi de Marv no outro filme. Neste, Marv é um coadjuvante de luxo, com um cansado Mickey Rourke sendo, na maioria do tempo, um alivio cômico.  Ainda assim, esta continuação vale a pena, principalmente para os fãs dos quadrinhos, pois fica claro a cada minuto que este filme foi feito para eles. Nota: Bom Lucy Pegando o mito que usamos apenas os 10% do nosso cérebro (sim, mito, pois ele é dividido por setores que são responsáveis por várias funções do nosso corpo, assim o cérebro inteiro trabalha), o filme Lucy mostra o que aconteceria se usássemos os 100% dele. Esquecendo um pouco a ficção, o filme tem como maior destaque o diretor Luc Besson que apresenta novamente uma forte protagonista feminina e ainda mostra que é possível existir um filme da Viúva Negra na Marvel Studios. Scarlett Johansson, que vem fazendo excelentes papéis até agora como Ela e Sob a Pele entre outros filmes que abusam de sua sensualidade, não decepciona (mesmo que esteja longe de repetir as atuações das obras citadas) como uma garota que, depois de ser ameaçada para transportar uma nova espécie de droga dentro de seu abdômen, acaba contaminada pela droga e ganha poderes no melhor estilo super-herói. Mesmo que a ação, categoria que Bresson sempre soube fazer tão bem, não empolgue muito, pois Lucy é invencível e sempre acaba com os inimigos facilmente, o diretor aproveita o tema de evolução da inteligência humana para criticar o que estamos fazendo com o nosso planeta, com a nossa vida. Deste modo, o filme acaba ganhando um sub-tema filosófico que parece ser mais inteligente do que realmente é. Nada que comprometa a boa diversão que é o filme, pois sempre é bom ver uma mulher independente de homens no cinema hollywoodiano. Nota: Bom ADL2 O que dizer de uma comédia em que sua melhor piada está nos créditos finais? Isso não significa que até chegar lá o filme seja um completo desastre, mas a continuação do ótimo Anjos da Lei simplesmente repete o que foi feito, apostando na mesma fórmula de déjà vu de Se Beber, Não Case 2. Os personagens de Channing Tatum e Jonah Hill são mandados para Universidade atrás de uma nova droga… bom, se assistiu o primeiro, isso realmente não importa. O roteiro, desta vez, investe em tirar sarro dele mesmo, ou seja, das continuações. É um ponto interessante, mas nada que justifique investir em mais um filme, principalmente se for para dar mais espaço para o chato Ice Cube. Se você quiser conferir mesmo assim, irá ser presenteado com uma ótima paródia no final, mas depois disso sobe os créditos e aí já é tarde demais.  Nota: Regular CTSD Tive medo quando a DreamWorks anunciou a continuação de Como Treinar Seu Dragão (pra quê investir em algo original se pode ganhar dinheiro com o que deu certo?), já que o filme foi uma das melhores coisas que a empresa fez nos últimos anos ao lado de Kung Fu Panda. Soluço (Jay Baruchel) não é mais um pequeno inventor, agora, sempre ao lado do fiel dragão Fúria da Noite (que está mais para um cachorro fofo por causa de seu comportamento), se tornou um explorador. Enquanto seu pai planeja um outro futuro para ele, Soluço precisa descobrir a verdade por trás da morte da mãe, além de enfrentar um vilão que quer matar os dragões. A computação gráfica continua primorosa (os detalhes estão muito realistas) e a história consegue emocionar nos momentos pontuais, porém o filme começa ficar interessante depois do clímax do segundo ato quando a primeira grande batalha acontece (o dragão alfa é espetacular). Antes disso, temos uma série de atitudes, principalmente de Soluço, que são inverossímeis de tão tolas, e como ele encara facilmente uma difícil descoberta não me convenceu. Contudo, esses deslizes não apagam a competente continuação que deve resultar em um terceiro filme, mas agora estou sem medo do que virá pela frente.  Nota: Ótimo Frank Michael Fassbender é fácil um dos melhores atores da atualidade. Quem o viu em filmes como Shame, 12 Anos de Escravidão e até no blockbuster X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido pode conferir seu talento. Também poderá conferi-lo no recente filme de Lenny Abrahamson sobre a vida do músico Chris Sievey que tinha o pseudônimo de Frank Sidebottom. A história é contada através da perspectiva de Jon (Domhnall Gleeson que está no último Harry Potter e no belíssimo Questão de Tempo), um tecladista que sonha um dia ser famoso e ter suas canções reconhecidas. Ele é contratado por uma banda experimental cheio de loucos, liderados por Frank, um homem que usa uma grande cabeça de plástico o tempo inteiro. Durante a convivência de Jon com a banda, com seus posts no Twitter e vídeos no Youtube, vamos  conhecendo cada vez mais Frank, que mesmo sendo amado por todos e sempre com uma palavra amiga na ponta da língua, se mostra um homem inseguro, um homem que tem medo de ser rejeitado por quem ama. Por isso quando há a mínima chance de conquistar milhares de fãs, ele fica eufórico. Impressionante que Fassbender apenas com sua voz (abafada) e o corpo à disposição, consegue transmitir todos os sentimentos de seu personagem, nos fazendo ama-lo por trás daquela máscara. Nem preciso dizer como a dublagem estraga este belo trabalho. Uma pena quem opte por não assistir com o áudio original, pois Frank é uma explosão de diferentes e preciosos sons. Nota: Ótimo JB Muita gente deve conhecer a canção Can’t Take My Eyes Off You, principalmente após assistir o popular filme teen 10 Coisas Que Eu Odeio Você, quando o falecido Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas) solta a voz para sua amada. Para quem não sabe, esta música é do grupo Franki Valli And The Four Seasons que ganhou um musical na Broadway e uma adaptação para o cinema pelas mãos de Clint Eastwood. Tendo por trás como produtores executivos os originais integrantes Franki Valli e Bob Gaudio (então não espere que esses dois sejam pintados como vilões durante o filme), Eastwood faz a tradicional história de início-ascensão-decadência com uma recompensa no final. O foco do filme está na carreira e a relação que tinham com a máfia de Nova Jérsei (que nem chega perto do que é mostrado na série The Sopranos), deixando pouco espaço para explorar suas personalidades. Ainda por cima, quando estão sozinhos, eles explicam vários pontos da história para o público como se o diretor não confiasse em nós para entender um simples olhar, fortalecendo o teor expositivo da história.  No entanto, Jersey Boys é uma boa pedida para quem quiser ser apresentado por este grupo responsável por uma das músicas mais atemporais (e entre minhas favoritas) que ouvi até hoje. Nota: Bom