U2Capa É nostálgico escrever uma crítica do novo álbum do U2. No Line On The Horizon, último trabalho da banda, foi uma das primeiras publicações do blog e, de lá pra cá, 5 anos disseram adeus. Durante este tempo, os irlandeses surgiram apenas em composições para trabalhos específicos, sem qualquer indício de álbum inédito. Agora, podemos finalmente ouvir material novo desta clássica banda que influenciou outras tantas que são adoradas hoje como Coldplay e The Killers. Songs Of Innocence é o nome da tão sonhada espera. U23Quando escrevi sobre o álbum antecessor, disse que ele iria crescer com o tempo. Puro equívoco, pois até eu deixei de ouvi-lo depois de algumas semanas. Não irei cometer a mesma pretensão de adivinhar o futuro, mas algo eu posso afirmar: este novo trabalho está bem melhor e traz belas pérolas para a história da banda. The Miracle (Of Joey Ramone) foi a melhor escolha para abertura, mostrando o som animado, ao mesmo tempo melancólico, que irá predominar grande parte das músicas (só não se engane com o peso da guitarra que é apenas em alguns momentos), além de ser uma bela homenagem ao falecido Joey Ramone. Apesar de um bom começo é apenas na segunda faixa que ouvimos o primeiro grande trabalho: Every Breaking Wave nos faz lembrar porque The Edge é um dos guitarristas mais criativos do rock, ele consegue a façanha de fazer muito com pouco, sempre criando melodias minimalistas, porém memoráveis. Só uma pena que o guitarrista fique tanto em segundo plano neste álbum. U22California (There Is No End To Love) se mostra simpática no começo e, mesmo com um refrão grudento, fica cansativa após algumas ouvidas. Depois vem a bonita Song For Someone, ideal para a suave e melódica voz de Bono, que afirmou ser o trabalho mais pessoal de sua carreira. A prova disso vem na próxima música, Iris (Hold Me Close). Uma canção que Bono escreveu sobre sua mãe e, para mim, já é um clássico.  Seguindo o que andaram fazendo nos últimos trabalhos, Volcano é a música “rock and roll” no estilo Elevation e Vertigo. Destaque para o baixo envolvente de Adam ClaytonRaised By Wolves traz uma pegada mais sombria, sendo a música com maior teor crítico. O refrão promete ficar na sua cabeça por semanas. Cedarwood Road tem o melhor riff de The Edge em que o guitarrista investe num som dos anos 70. Larry Mullen Jr. só a melhora com sua vibrante bateria.  U24Com um ar psicodélico, Sleep Like a Baby Tonight é a novidade por tentar trazer algo diferente, mesmo assim não anima ouvi-la outra vez, principalmente quando estamos sendo envolvidos pelo solo… ele acaba. Com um refrão em coro, um vocal mais grave, baixo contagiante, guitarra inspirada e bateria envolvente, difícil achar algum defeito em  This Is Where You Can Reach Me Now. O violão ainda dá um charme a mais. Para finalizar, The Troubles é praticamente um mantra que, mesmo não sendo nada espetacular, fecha bem o álbum. Após 5 anos, vários produtores, Songs Of Innocence valeu a espera e, mesmo não sendo um novo clássico, mostra que a banda pode ser relevante depois de tanto tempo de estrada. Tomara que o próximo não demore tanto. Tracklist: 01. The Miracle (Of Joey Ramone)
02. Every Breaking Wave
03. California (There Is No End To Love)
04. Song For Someone
05. Iris (Hold Me Close)
06. Volcano
07. Raised By Wolves
08. Cedarwood Road
09. Sleep Like a Baby Tonight
10. This Is Where You Can Reach Me Now
11. The Troubles Bom photo Bom.png