America Depois de um saldo positivo que terminou a primeira fase da Marvel Studios no cinema, graças ao filme Os Vingadores – The Avengers, o estúdio perdeu a mão em suas novas apostas, resultando num fraco Homem de Ferro 3 e um nada espetacular Thor 2. Porém, num ano que terá dois lançamentos da casa, o estúdio reencontra o tom certo entre uma boa história e um blockbuster. E este acerto responde pelo nome de Capitão América 2: O Soldado Invernal. Novamente protagonizado por Chris Evans, o filme consegue a façanha de ser melhor que o antecessor, unindo a carga dramática praxe dos filmes de heróis (algo que virou padrão pós-Batman de Nolan) com uma atualização dos problemas políticos atuais. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely discute temas como segurança pública, principalmente a utilização de drones, numa sociedade dominada pelo medo e que entrega sua liberdade para homens que só pensam em mais poder. Contudo, nada disso é muito aprofundado para não tirar o foco do Capitão e sua história contra o Soldado Invernal. E aí vamos para o que realmente importa num blockbuster: ação. Mesmo que há um exagero no número de cortes em alguns momentos, deixando as sequências um pouco confusas, os diretores Anthony Russo e Joe Russo (velhos conhecidos da série Community) conseguem transpor com competência o ótimo roteiro que tem em mãos, entregando empolgantes cenas de luta. Nunca o escudo do Capitão América foi tão bem usado num filme que, além de bom, traz mudanças importantes para a franquia.  Nota: Ótimo

Spiderman2 O primeiro filme já foi desnecessário devido o pouco tempo da última trilogia de Sam Raimi, mas em termos financeiros, foi a saída para a Sony não perder os direitos do amigo da vizinhança para a Marvel (e estou torcendo para que perca, pois quero vê-lo com os Vingadores). Após receber várias críticas negativas no começo desta nova… tetralogia? O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro conserta alguns erros, mas insiste em vilões rasos (e desinteressantes) e muitos, mas muitos mesmo, efeitos visuais, que, na maioria das vezes, parecia que eu estava jogando um video game. E arrisco dizer que no video game parece ser mais real as cenas. O maior acerto desta continuação, além de preparar terreno para as outras partes, é o desenvolvimento de seus dois personagens centrais, Peter Paker (Andrew Garfield, não consigo vê-lo como Homem-Aranha, mesmo gostando do ator) e Gwen Stacy (Emma Stone), que repetem a boa química, entregando um divertido e doce romance que lembra bastante o que Marc Webb fez em 500 Dias Com Ela. O humor também não pode ser esquecido, já que ele está na medida certa e é responsável por um dos filmes mais engraçados do cabeça de teia até hoje. Contudo, não foi desta vez que entregaram um filme digno do Homem-Aranha. Nota: Bom

Trans Wally Pfister é o habitual diretor de fotografia de Christopher Nolan, e agora estreia na direção com Transcendence – A Revolução. Pfister não compromete tanto, mesmo que não traga nada de interessante em sua nova função. O problema mesmo de Transcendence é o roteiro, escrito por Jack Paglen. A história do cientista Dr. Will Caster (Johnny Depp) que prestes a morrer tem a consciência transferida para uma inteligência artificial, apresenta um começo promissor, nos deixando interessados em saber mais daquele novo ser e as razões para suas atitudes, pois em nenhum momento podemos classifica-lo como vilão, devido sua ambiguidade. Fora outras questões filosóficas sobre o que define o ser humano ou o uso da tecnologia para melhorar o nosso condicionamento futuro. No entanto, apesar das ideias serem mostradas, nada ali é discutido muito seriamente, não tendo um foco sobre o que querem dizer. Assim, sobra um bom filme de ação que parece mais interessado no relacionamento do protagonista com sua mulher, a Dr. Evelyn (Rebecca Hall). Transcendence tem boas intenções, mas só intenções. Nota: Bom

Sabotage De um dois anos para cá, ando selecionando bastante os filmes que assisto. Grande parte do motivo é pela falta de tempo, e as horas que sobra, dedico em filmes clássicos que ainda não tinha visto. Contudo, há atores que nos fazem ver um filme independente de sua qualidade, só pelo prazer de vê-los em ação, mesmo que isso signifique entrar em uma roubada. Arnold Schwarzenegger é um deles, e principalmente por causa de sua volta, a empolgação de ver um novo trabalho dele é grande. Pensando desta forma, foi uma surpresa bacana ver O Último Desafio, mas nem tudo são flores na vida, e esperando ver mais um típico filme de ação, Sabotage não consegue empolgar em nenhum momento. Arnold é John ‘Breacher’ Wharton, líder de um grupo de elite que, após um golpe numa operação, começa a ser caçado pelo cartel de drogas. A maioria dos personagens, com atores conhecidos como Josh Holloway (Lost) e Sam Worthington (Exterminador do Futuro: A Salvação), são desinteressantes e, quando vão morrendo, não há comoção. As cenas de ação são fracas, sem falar de momentos inverossímeis até para o cinema, como o final absurdo. O novo filme de David Ayer é daqueles que quando termina de assistir, esquecemos rapidamente. Nota: Ruim

Mercenario Já deixo claro aqui que Os Mercenários 3 não difere nada do que foi apresentado nos outros dois filmes da “trilogia” (ver os comentários do primeiro e segundo). Um grupo de brucutus que matam milhares de soldados sem precisar mirar, não recebem nenhum tiro (às vezes um no ombro ou na perna), adoram frases de efeito e fazem piadas internas que todo fã de ação oitentista irá entender. Desta vez, o responsável por dirigir este enorme elenco que conta com Stallone, Schwarzenegger, Lundgren, Statham, Ford, Snipes, Banderas e o vilão Mel Gibson, é Patrick Hughes. O diretor assusta no começo quando nas primeiras sequências de ação opta por aproximar a câmera e aumentar o choque das cenas de ação, mas deixa as mesmas confusas. Por exemplo, você sabe que o grupo está trocando de veículo em alta velocidade, mas não vê. Ao contrário do que Spielberg fez com maestria no quarto Indiana Jones. Contudo, o diretor se redime na épica sequência final, quando há vários mercenários contra um exercito inteiro e cada um consegue ter os seus 15 minutos de fama, envolvendo porradaria, tiros, explosões e muito humor. É tanta ação que faz você esquecer que o prédio em que se desenvolve a batalha está cheio de C4 e, mesmo com tiros de tanque, nenhuma bomba explode. Na verdade, o que interessa é ver os tios Stallone e Gibson saindo na porrada. E nisso o filme não decepciona.  Nota: Bom

Lembrando que sou colaborador do Cinema Com Rapadura. Abaixo minhas últimas críticas no site: Oslo, 31 de Agosto O Homem Duplicado O Grande Hotel Budapeste O Teorema Zero Uma Lição de Vida