Lana O que é mais importante em uma música? A letra ou a melodia? A união perfeita desses dois seria o essencial, e é admirável quando um artista consegue atingir este feito. Mas não há música sem som, sem ritmo, então a letra acaba sendo uma forma mais direta de se comunicar com o ouvinte. Por isso a música clássica consegue emocionar sem nenhuma palavra e muitos hits de verão conseguem sucesso com suas composições duvidosas.  Em seu novo trabalho, Lana Del Rey peca na falta de criatividade na melodia.  Quando surgiu foi um fenômeno, e acabou sendo a chave para abrir a porta para vários artistas do indie pop, cantando, na maiorias das vezes, músicas tristes com um instrumental minimalista. Muitos “artistas” genéricos apareceram depois, alguns deles se destacaram, como a promissora Lorde. Dona de uma voz marcante, além de ser talentosa, a expectativa era boa para seu novo álbum: Ultraviolence. Apesar de apresentar momentos interessantes como as canções Cruel World, a faixa-título e West Coast,  o restante do álbum se mostra cansativo e repetitivo. Sinceramente, algumas faixas não consegui ouvir mais de uma vez. Money Power Glory, mostra do que a cantora é capaz, deixando aquele sentimento de que esse era o caminho para voltar a qualidade do seu primeiro álbum. Tracklist: 01. Cruel World
02. Ultraviolence
03. Shades Of Cool
04. Brooklyn Baby
05. West Coast
06. Sad Girl
07. Pretty When You Cry
08. Money Power Glory
09. Fucked My Way Up To The Top
10. Old Money
11. The Other Woman
12. Black Beauty
13. Guns And Roses
14. Florida Kilos Nota: Regular Pitty No Brasil, em termos de produção, quando se quer um álbum de rock, um dos melhores nomes que surge é Rafael Ramos (Nheengatu). Colaborador usual dos álbuns da cantora Pitty, como no seu excelente primeiro álbum Admirável Mundo Novo, eles retornam a parceria em Setevidas, trabalho que marca a volta da baiana ao rock mais pesado, depois de um tempo no projeto acústico Agridoce.  Pitty não faz nenhuma mudança drástica em seu som, apostando em guitarras bases para dar peso nas músicas, deixando a bateria e o baixo como acompanhantes, mas que tem seus momentos como na faixa Pequena Morte. As letras continuam refletindo o interior do ser humano, principalmente da cantora.  Destaque para Boca Aberta e, a mais pop, Setevidas. Mesmo que não vá repetir o sucesso do primeiro álbum, ou tenha uma balada como Me Adora, Pitty não decepciona em seu quarto álbum, sendo bem vindo seu retorno ao rock. Tracklist: 01. Pouco
02. Deixa Ela Entrar
03. Pequena Morte
04. Um Leão
05. Lado de Lá
06. Olho Calmo
07. Boca Aberta
08. A Massa
09. Setevidas
10. Serpente Nota: Bom Naza Muita gente deve conhecer somente Love Hurts da banda escocesa Nazareth. Um grande sucesso assim, é uma porta de entrada para conhecer o restante do trabalho de algum artista, e não achar que ele é feito de apenas uma música. Para quem gosta de rock clássico, com uma pegada de hard rock, sempre será uma ótima descoberta. Em 2013, o vocalista e um dos fundadores, Dan McCafferty, descobre uma doença pulmonar obstrutiva crônica e decidi abandonar a banda, mas não antes de se despedir neste belo álbum chamado Rock ‘N’ Roll Telephone. Diversificando entre um som mais pesado, Boom Bang Bang e Punch A Hole In The Sky, e lindas baladas, Back 2B4 e Winter Sunlight, a banda apresenta durante as 11 faixas, uma entrega para fazer um trabalho digno para McCafferty e os fãs.   Tracklist: 01. Boom Bang Bang
02. One Set Of Bones
03. Back 2B4
04. Winter Sunlight
05. Rock ‘N’ Roll Telephone
06. Punch A Hole In The Sky
07. Long Long Time
08. The Right Time
09. Not Today
10. Speakeasy
11. God Of The Mountain Nota: Ótimo