Thor Comparado ao primeiro filme, Thor: O Mundo Sombrio é uma obra prima, e entra para o time dos bons filmes da Marvel Studios.  É um alivio assistir um filme divertido e que leve o fã a sério, depois do tapa na cara que foi Homem de Ferro 3. Já tinha grandes esperanças para a continuação do Deus do trovão, principalmente pela contratação do competente diretor Alan Taylor, responsável por vários episódios de Game Of Thrones e The Sopranos. Com uma abordagem sombria, Thor 2 traz o herói (Chris Hemsworth) numa difícil batalha contra os elfos negros que… deixa eu adivinhar: querem destruir a Terra? Sim. As lutas estão mais realistas, resultado da ótima escolha de Taylor em usar o mínimo possível de efeitos visuais, o que é quase impossível. O humor também está bem presente, porém funciona mais com outros personagens que não são o alívio cômico, e Natalie Portman continua inserida na história através de circunstâncias convenientes, mesmo que sejam forçadas. Enfim, Thor 2 diverte como filme solo e prepara o terreno para os Guardiões da Galáxia. Nota: Bom

Blue Ao assistir Blue Jasmine, recente trabalho de Woody Allen (Meia Noite em Paris), é nítido a importância da atriz Cate Blanchett para o filme, pois ela é o filme. Contando a história de uma socialite que vê do dia para a noite seu castelo de areia desmoronar, e ter que viver com sua irmã menos favorecida financeiramente, Allen usa de uma narrativa não linear para mostrar o drama da protagonista que adorava passar os dias esbanjando a riqueza do marido, enquanto fazia um “esforço” para ser gentil com a irmã. Agora, tenta se adaptar a uma nova realidade e superar a própria paranoia causada por seus erros. Um filme que faz Blanchett dar uma aula de atuação em cada cena. Nota: Ótimo

Chovendo O primeiro filme trazia uma animação diferente, original e divertida, e que fez sucesso suficiente para garantir uma continuação. Contudo, como quase sempre acontece, o sucessor repete a fórmula,  em vez de tentar trazer algo novamente diferente, original e divertido. Tá Chovendo Hambúrguer 2 volta com os mesmos personagens (mas sem aquela novidade de antes) e com piadas menos inspiradas, eles tem a missão de impedir um grande cientista de destruir um verdadeiro ecossistema feito de comida, que é o principal destaque do filme. A criatividade reina nesta parte, e é interessante ver como cada animal tem sua versão alimentícia. Destaque para o moranguinho que rouba todas as cenas e deve agradar muito o público infantil. Uma pena que é só, de um prato saboroso o filme se tornou um fast food. Nota: Regular

Fuga Depois de aparecerem juntos, mesmo por pouco tempo em Os Mercenários 2, Stallone e Schwarzenegger repetem a parceria em Rota de Fuga. Seguindo o estilo dos filmes de prisão, em que os protagonistas precisam escapar (quase sempre para provar sua inocência), Stallone é o projetista de prisões Ray Breslin, que trabalha provando a segurança dos maiores presídios dos EUA. Porém, ele não esperava cair numa armadilha, em que ele é posto numa prisão de última geração, famosa por sua segurança. Contudo, com a ajuda de um novo amigo, pretende descobrir quem está por trás deste plano. Com uma ótima química entre os dois astros, muita porradaria e cenas tensas, Rota de Fuga mostra que dá para juntar os brutamontes sem precisar colocar uma metralhadora em seus braços no filme inteiro, e quando tem, é apenas a cereja do bolo. Nota: Bom

Black Se eu não me engano, este deve ser o primeiro documentário que comento no blog. Prometo assistir mais o gênero e trazer as impressões para cá. Blackfish, documentário dirigido por Gabriela Cowperthwaite, contextualiza a tragédia que ocorreu no parque Seaworld quando uma treinadora foi morta por uma das orcas. A diretora acompanha a história da orca “assassina” deste sua captura e toda sua vida em cativeiro, denunciando os maus tratos que a criatura recebia, e que a morte da treinadora era uma tragédia anunciada. Mas a questão discutida não é se orcas são perigosas ou não, e sim que um animal não deve ser retirado de seu habitat e mantido num cativeiro, simplesmente para diversão das pessoas. Um documentário para fazer repensar quem apoia este tipo de espetáculo. Nota: Foda

Twixt Virgínia é o retorno do aclamado diretor Francis Ford Coppola ao horror, em que é conhecido por ter dirigido Drácula de Bram Stoker. Não gostei da adaptação de Coppola com a obra de Stoker, e ao terminar de assistir Virgínia, também não morro de amores por este. Não adianta, mesmo tendo diretores geniais por trás da câmera, tem certos gêneros que quem só entende consegue fazer. Não que o filme seja ruim, mas parece ser um treino cinematográfico de Coppola onde ele tenta coisas novas na direção. Adota o estilo surreal de David Linch, inclina a câmera sem justificativa, divide a tela, entre outras técnicas que não entregam uma identidade ao filme. E no final, a história do escritor (Val Kilmer) que investiga um assassinato numa pequena cidade, acaba ficando em segundo plano e desinteressante. Uma pena tanto desperdício de talento.  Nota: Regular