Frozen Numa época não muito distante, a Disney caiu de qualidade nas animações, retornando, principalmente, após a nomeação  de John Lasseter (uma das mentes brilhantes por trás da Pixar) como diretor criativo. Frozen: Uma Aventura Congelante, é o grande marco desta retomada (que já tinha outros ótimos filmes como Detona Ralph), e uma bela animação que acompanha as mudanças sociológicas do séc. 21.  As princesas sempre eram resgatadas por príncipes encantados, mesmo nunca terem os conhecido. Em Frozen, as duas princesas, Anna (Kristen Bell) e Elsa (Idina Menzel), são mulheres que não dependem de nenhum sexo masculino para alcançar seus objetivos, até o fato de uma delas se apaixonar pelo primeiro príncipe que encontra, vira motivo de estranhamento. Os personagens são complexos e carismáticos, dentro de um roteiro bem equilibrado entre o drama e o humor. A Disney também evita os velhos clichês de suas histórias, entregando cenas surpreendentes e emocionantes para o público, e conta com uma trilha sonora impecável. Uma prova que a equipe da casa do Mickey ainda sabe contar belas e inovadoras histórias. Nota: Foda Mata Machete chegou ao público como um filme trash divertido e transformou Danny Trejo num memorável anti-herói. Este trabalho de Robert Rodriguez tem a intenção de ser “ruim”, funciona como uma homenagem ao cinema de pouco orçamento e descompromissado com a veracidade. Novamente com um roteiro absurdo e personagens cada vez mais excêntricos (um personagem vai de Cuba Gooding Jr. até Antonio Banderas), Machete Kills dá continuidade com um aumento do exagero de seu antecessor, o que pode incomodar os críticos mais puristas. Depois de assistir essa explosão de loucuras “rodriguianas”, espero pelo fim da trilogia que, se tiver, promete levar Machete aonde nenhum mexicano esteve. Nota: Bom Nada Antes de começar o longo trabalho na continuação do mega sucesso Os Vingadores, Joss Whedon convidou alguns amigos para sua casa, que foi usada como locação, e adaptou a clássica comédia de Shakespeare: Muito Barulho por Nada. Apresentando uma versão moderna desta história que mostra ser a base até hoje das novelas brasileiras, com casais tentando viver um grande amor e vilões determinados para estragar os planos amorosos, Whedon entrega uma bonita comédia romântica em que se pode conhecer o envolvente e cativante texto shakespeariano. Nota: Bom Jon A relação entre o homem e a pornografia é um tema decorrente no primeiro filme de Joseph Gordon-Levitt como diretor/roteirista/ator, e deixa sua imagem de garoto franzino do 500 Dias com Ela bem distante.  Don Jon já mostra ser eficiente na apresentação do protagonista, com uma edição dinâmica e rápida, não deixa o ritmo cair e o define como um homem sistemático, machista e viciado em pornografia. A escolha da mulher que Jon se “apaixona”, também é outro ponto interessante, pois Scarlett Johansson é para muitos homens, um ícone sexual e uma mulher nota 10. Contudo, o que poderia ser um estudo de personagem, acaba sendo uma divertida comédia romântica. Felizmente, aborda os relacionamentos de uma forma mais adulta do que a maioria dos filmes do gênero. Nota: Bom Frances Frances Ha, recente trabalho de Noah Baumbach, além de trazer uma atuação impecável de Greta Gerwig, é daqueles típicos filmes que você não assiste, mas saboreia cada momento com um sorriso no rosto. Frances é uma protagonista independente e batalhadora que, apesar das decepções da vida, nunca desiste de continuar em frente, pois ela sabe que algum dia irá encontrar seu caminho ao sol. Noah apresenta uma história simplesmente inspiradora e, como no filme As Vantagens de Ser Invisível, o uso de David Bowie na trilha sonora, torna a obra muito mais inesquecível. Nota: Foda