Olá leitores do Pisovelho, durante os meses de Dezembro e Janeiro, a frequência de postagens irá cair um pouco. No final deste mês, farei uma cirurgia e vou precisar ficar alguns dias de repouso, além das festas de fim de ano. Entretanto, podem ficar sossegados que em 2014 voltarei recarregado. Enquanto este momento não chega, fiquem com os comentários dos últimos filmes que conferi:  Wolverine Wolverine – Imortal veio com a missão de fazer esquecer o trágico X-men Origens: Wolverine e entregar um bom filme solo do personagem. Depois do cultuado diretor Darren Aronofsky (O Lutador) ter anunciado sua saída do projeto, desanimei em ter alguma expectativa, mesmo a história ser inspirada na HQ Eu, Wolverine de Frank Miller. James Mangold (Encontro Explosivo) não faz a obra definitiva do mutante, resultando apenas num bom blockbuster. Nem é muita culpa dele, o ponto fraco novamente está no roteiro que insiste em colocar o personagem em grandes cenas de ação do que desenvolver o drama pessoal. O conceito de imortalidade é muito mal explorado, sendo afastado bem na metade do filme. A aventura é uma continuação direta de X-Men 3: O Confronto Final e traz um Logan (Hugh Jackman) sofrendo pela morte da amada. Sua ida para terras japonesas seria uma ótima oportunidade de desenvolver os ensinamentos de vida desta bela cultura, mas nem isso os produtores aproveitaram. O conforto é que na franquia principal, ele está em boas mãos.  Nota: Bom  

Dupla Dose Dupla, filme que une uma dupla carismática formada por Denzel Washington e Mark Wahlberg, é competente em entreter os fãs de ação oitentista.  A premissa é interessante: dois agentes infiltrados tem o trabalho de prender um grande traficante de drogas, o problema é que nenhum deles sabe que o outro é policial. Se a trama seguisse nessa linha, poderia render ótimos momentos entre os personagens, algo que vai acontecendo logo no início. Porém este ponto não é levado muito a sério e a história foca na amizade da dupla conforme eles precisam fugir de suas próprias corporações. Restando muitos tiros e reviravoltas absurdas. Nota: Bom

Espuma O francês Michel Gondry (Rebobine, Por Favor) faz um belo trabalho ao adaptar a obra prima de Boris Vian, A Espuma dos Dias. Impressionante como existem diretores certos para certas histórias. É triste quando isso não acontece.  Num mundo de fantasia surrealista, Colin (Romain Duris) se apaixona por Chloé (Audrey Tautou) e os dois vivem uma verdadeira história de amor. Contudo, este romance será colocado em prova quando Chloé descobre uma grave doença em seu  coração. Tudo na vida do casal irá mudar, literalmente. Afetando até a vida de seus amigos próximos.  Gondry mostra um universo fantástico, sempre com domínio nos efeitos plásticos, retratando perfeitamente a decadência dos personagens e nas críticas à sociedade, apoiado por uma primorosa produção. Seria um pecado não falar da fotografia de Christophe Beaucarne que inicia cheia de cores vivas, mas ao desenrolar do drama, vai escurecendo o ambiente até torna-lo num preto e branco desolador. Uma história de amor encantadoramente sombria. Nota: Ótimo

Captain Capitão Phillips, novo longa de Paul Greengrass (Zona Verde), é baseado numa história real em que o navio cargueiro do capitão é sequestrado por piratas somalis. Com atuações marcantes, a história consegue desenvolver os personagens sem perder o ritmo de urgência. Tom Hanks encarna Phillips com um denso trabalho não visto deste O Náufrago. O auge da atuação neste filme é algo para ficar marcado na brilhante carreira do ator. Do outro lado da moeda, Barkhad Abdi é Muse, líder dos piratas. Um homem agarrado na esperança de sair da miséria em que vive, pois ser pescador não é mais uma opção num lugar dominado por criminosos. Não é uma história de mocinho e vilão, e sim de dois homens que farão de tudo para sair vivos desta situação. Vítimas de uma sociedade desigual. Nota: Ótimo End The World’s End é tudo o que É o Fim queria ser, um filme divertido entre um grupo de amigos que precisa enfrentar uma invasão na Terra. Uma missão que já seria complicada para qualquer pessoa num estado normal, imagine bêbada. Encerrando a Trilogia do Cornetto que conta com os ótimos Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, o diretor Edgar Wright, desta vez, satiriza os filmes apocalípticos, mostrando cinco amigos numa jornada épica pelos 12 bares de uma pequena cidade, enquanto enfrentam um perigo tecnológico. Simon Pegg e Nick Frost (interpretando um personagem sério, algo que até hoje não tinha visto) repetem a parceria nesta insana e bem humorada aventura. O estilo acelerado de Wright está bem equilibrado como visto em Scott Pilgrim, uma marca do diretor que está evoluindo a cada trabalho. The World’s End apresenta o bom nível do humor britânico com piadas sobre a condição humana diante o universo e confirma que discutir com bêbado é inútil, ele sempre estará certo. Nota: Ótimo