Mal James Wan despontou em Hollywood com um filme que explodiu a cabeça de muitos que o assistiu. Nada melhor que começar uma carreira com Jogos Mortais, virando uma promessa para futuros filmes de terror. Após um tempo sem outro grande sucesso, eis que surge Invocação do Mal. Um trabalho que tem vários clichês conhecidos do gênero (animal morto, casa assombrada, amigo imaginário, exorcismo, portas abrindo sozinhas, e por aí vai), mas diferentes de outros filmes, consegue usar tudo ao seu favor, ainda adicionando novidades bem vindas, como as palmas da brincadeira cabra-cega. A história foca num dos casos que o casal Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) enfrentaram no seu trabalho contra as forças sobrenaturais. Se apoiando no marketing de “fatos reais”, Wan tem competência no desenvolvimento do clima assustador da casa, e sabe a hora certa de assustar o público, criando uma tensão que resulta num impactante clímax, em que a atriz Lili Taylor faz um excelente trabalho. James Wan trouxe um refresco para um gênero batido, fazendo o velho parecer novo, e assustador.  Nota: Ótimo Kick2 Kick-Ass: Quebrando Tudo chegou ao cinema mostrando uma história divertida, emocionante e violenta, em que o sonho nerd de se tornar um super herói virava realidade, tudo isso na direção estilosa de Matthew Vaughn. Agora como produtor, entrega o bastão para o mediano Jeff Wadlow que, fazendo o básico como diretor, se complica no roteiro da continuação.  Um dos destaques do primeiro filme, Hit-Girl (Chloe Moretz) perde força para desenvolver a trama boba de Mindy tentando ser uma adolescente aceita em algum grupo idiota do colégio. A chatice desta passagem só acaba quando ela volta a ser a Hit-Girl e, assim, o filme volta a ficar bom. Felizmente, a história paralela que acontece com o surgimento de outras pessoas fantasiadas, ajuda a superar o tropeço, com destaque para o divertido Coronel Estrelas (Jim Carrey) e a assustadora Mother Russia (Olga Kurkulina). Dave Lizewski/Kick-Ass (Aaron Johnson) e a relação artificial com o pai é melhor nem comentar, diferente do outro filme, o drama aqui é gratuito. Por outro lado, a violência está bem mais em evidência (ainda nem chegando perto do exagero da HQ de Mark Millar), principalmente por causa da mudança de foco da história, saindo da fantasia para algo pé no chão. Uma aposta que tira toda a graça desenvolvida até ali, mas deixa os acontecimentos mais sombrios. Kick-Ass 2 deve agradar os fãs, uma pena que se acomodaram demais no sucesso do primeiro. Nota: Bom DBZ No início, a série animada Dragon Ball privilegiava a comédia nonsense japonesa, e com o crescimento de seu protagonista Goku (Masako Nozawa), a ação descontrolada ganhou seu espaço. Foi nesta fase que virei um fã. Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses é uma história da cronologia oficial que se passa após os eventos de Majin Buu. Não sabe quem é Majin Buu? Então é bom entrar em desespero, pois a animação é feita especialmente para quem acompanha a série, com direito a flashbacks que remetem a episódios antigos. Essa nova empreitada de Masahiro Hosoda resgata o humor infantil da primeira fase, além de entregar algumas boas lutas durante o processo. Contudo, nenhuma me empolgou, já que o conflito é desenvolvido muito rápido, sem tempo para se importar com os personagens naquela situação. O Deus Bills (Kôichi Yamadera) é tão poderoso que só queria lutar contra outro Deus. O roteiro da animação, que mistura 2D com 3D, não sai muito disso, funcionando muito mais como um aperitivo para uma futura saga. Nota: Bom Stoker Sou fã de carteirinha de filmes que retratam bem a natureza violenta que habita o interior de cada ser humano, por isso  adoro obras como Violência Gratuita, Killer Joe e Seven. Desta vez a violência vem de família. Segredos de Sangue é a estreia do diretor coreano Chan-Wook Park (Oldboy e Sede de Sangue), provando que seu talento não foi podado em Hollywood. Mantendo sua estética visual, através do excelente roteiro de Wentworth Miller, Park vai entregando aos poucos o desenvolvimento da protagonista India Stoker (Mia Wasikowska) que, unindo violência e sexualidade, mostra o crescimento da personagem até sua liberdade pessoal. India, depois da morte do pai, conhece o misterioso tio Charlie (Matthew Goode). Nunca tendo uma relação afetiva com a mãe Evelyn (Nicole Kidman), a menina se aproxima cada vez mais do tio que, mesmo descobrindo o lado assustador dele, vê um reflexo de si mesma naquele estranho. Outra obra genial de Chan-Wook Park, agora na terra do Tio Sam, Hollywood só tem a ganhar com sua arte. Nota: Foda