Rush Ron Howard é o responsável pelas adaptações dos livros de Dan Brown para o Cinema. Inferno já está confirmado em sua agenda, mas antes de voltar ao universo de Robert Langdon, o diretor conta a história de uma das maiores rivalidades da Fórmula 1 em Rush – No Limite da Emoção. De um lado está James Hunt (Chris Hemsworth), piloto agressivo nas corridas e com a fama de ser mulherengo. Do outro, Niki Lauda (Daniel Brühl), estrategista e focado na carreira. A principal qualidade do roteiro é nunca definir um vilão e mocinho, revelando aos poucos a personalidade da dupla, mostrando como essa disputa irá afetar fisicamente e psicologicamente cada um. Entre corridas eletrizantes, provocações, tragédias, e um retrato de época bem construído por toda a produção, Rush mostra o que o ser humano pode aprender com o seu inimigo.  Nota: Ótimo Monstros Universidade Monstros é uma prova de que a Pixar está voltando aos eixos, e que não precisa realizar animações só para vender produtos ou tentar parecer a Disney. Nada melhor do que um sentimento de nostalgia em rever os queridos Mike Wazowski (Billy Crystal) e Sulley (John Goodman) para a Pixar ensinar novamente o valor da amizade.  A continuação de Monstros S.A. tinha tudo para dar errado se mostrasse uma história pós-boo, então a equipe resolveu mostrar como esses dois personagens se tornaram grandes amigos. Usando como modelo a estrutura dos filmes estudantis que fizeram tanto sucesso nos anos 80, Mike é um calouro que sonha em ser um grande assustador e, para isso, precisa provar, com a ajuda de seu “amigo” Sullivan, que tem capacidade para o cargo. Se não bastasse conhecermos vários personagens nos seus tempos de Universidade, o filme é divertido e dinâmico, sempre dando vontade de saber o que vai acontecer. E o mais importante, revela porque essa dupla tão diferente se tornou inseparável. Pode ter certeza que eu também não pretendo me separar deles, ok! Nota: Ótimo Velozes6 Não estava muito empolgado para assistir o sexto filme de Velozes Furiosos, principalmente depois do quinto. Mas para quem assistiu Jogos Mortais até o fim, mais uma aventura em alta velocidade da turma de Dom (Vin Diesel) não faria mal. Interessante notar que deste os créditos iniciais, a franquia parece ser uma série televisiva com direito a abertura estilo anos 80. O conflito desta vez precisa ressuscitar os mortos para entregar algum preso dramático e coloca a turma de Dom para enfrentar a sua versão do mal. É tanto absurdo que acontece durante as cenas de ação que o filme se torna divertido, pois faz tempo que não pode levar a sério a física neste universo. Se você achou que arrastar um cofre pelas ruas sem trânsito do Rio de Janeiro era loucura, espere para presenciar a infinita pista de pouso. Surreal.  O próximo episódio… quero dizer… filme, promete encerrar a série e após assistir a última cena, não irei pensar duas vezes para conferir a season finale. Nota: Bom Beber O primeiro surpreendeu por um roteiro inteligente e engraçado no nonsense da situação. A ressaca novamente atacou na continuação que, sendo o mais do mesmo, teve bons momentos de humor. Se Beber, Não Case! – Parte III (o título brasileiro que não faz mais sentido) fecha a trilogia do Bando de Loucos, ou na linguagem de Hollywood, tenta arrancar mais dinheiro dos fãs. Todd Phillips traz para a comédia mais violência, uma tentativa de agradar o público que gosta de ação. O resultado é uma história forçada e sem graça, ajudando a apagar os personagens carismáticos que criara um dia. Só para ter uma ideia, Alan (Zach Galifianakis) que era um ótimo escape de humor nas confusões, agora ganha o papel principal e, mesmo assim, perde feio para o Mr. Chow de Ken Jeong. Neste filme, eles nem precisaram da ressaca para perder a graça, a ganância foi maior.   Nota: Regular É o Fim Filme de estreia dos diretores Seth Rogen e Evan Goldberg, É o Fim deve agradar aos fãs dos atores envolvidos (ou não), pois a ideia de colocar atores interpretando versões parodiadas de si mesmos presos dentro de um casa, enquanto acontece o apocalipse, seria uma boa oportunidade de explorar todo o bromance que essa turma já mostrou em antigos projetos.   Trabalhos como 127 Horas, Vossa Alteza, Superbad, entre outros, são citados, e acontece até uma divertida continuação de Segurando as Pontas com baixo orçamento e muita maconha. Quem não tiver conhecimento da carreira de atores como Seth Rogen, James Franco, Jonah Hill, e os amigos que sempre o acompanham (o roteiro insiste em repetir os nomes artísticos para que você não esqueça), pode ficar perdido e não entender a maioria das piadas, e olha que eu entendi todas e achei graça em pouquíssimas. E no fim, a sensação é que o elenco se divertiu mais fazendo o filme do que eu assistindo.  Nota: Regular Faroeste Renato Russo não planejava ser apenas músico em sua carreira, a paixão pelo cinema o fazia sonhar em realizar seus próprios filmes. Infelizmente o artista foi embora cedo, porém sua obra o mantem vivo e ela também pode ser conferida na telona. Neste ano teve Somos Tão Jovens e a adaptação da clássica música do trovador solitário: Faroeste Caboclo. Dois filmes que deixariam Renato orgulhoso. Em Faroeste, o diretor René Sampaio, com os roteiristas Victor AtherinoMarcos Bernstein, usaram da licença poética para entregar sua versão desta épica história. Nunca desmerecendo a fonte original, retrata várias passagens da música para a alegria dos fãs, e faz mudanças que só contribuem com a narrativa. A jornada de João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) se ambienta nos anos 80, surgimento e crescimento do punk rock brasileiro em Brasília. Enquanto João luta para sobreviver, precisa lidar com seu inimigo, o traficante Jeremias (Felipe Abib), para poder viver em paz com sua amada Maria Lúcia (Ísis Valverde). O filme é um verdadeiro western brasileiro, com uma violência realista e um duelo final digno de Sergio Leone. Cada fã do Legião Urbana tem sua própria versão de Faroeste Caboclo na imaginação, e fico feliz de ter assistido uma delas. Nota: Ótimo