Gatsby O Grande Gatsby é uma das obras literárias mais importantes dos EUA, escrita por F. Scott Fitzgerald. O diretor Baz Luhrmann recriou a história ao seu próprio estilo, mas sem perder a essência do texto original. Gatsby (Leonardo DiCaprio) é um homem misterioso, dono de uma bela mansão que abriga grandes festas para a elite, e com a obsessão de retornar um amor perdido, pede a ajuda do jovem Nick Carraway (Tobey Maguire). A história é contada pelo ponto de vista de Nick, que é  vizinho de Gatsby e primo da idealizada paixão do amigo, a bela Daisy (Carey Mulligan). Enquanto ele se vê envolvido num triângulo amoro entre Gatsby, Daisy e o marido Tom Buchanan (Joel Edgerton), vai percebendo todo o vazio de valores que aquela sociedade apresenta. Uma sociedade presa ao materialismo, vivendo o auge da economia de 1922 e desfrutando os perigos da Lei Seca. O visual do filme é belíssimo, é como Luhrmann fez em Moulin Rouge: Amor em Vermelho, com as músicas nem sempre de época, mas que encaixam perfeitamente no momento. Tudo para mostrar a grandeza daquele universo moldado pelo dinheiro e depois acentuar a dramaticidade da decadência. É claro que este estilo traz alguns exageros, como os empregados coreografados numa cena. Nada que tire o brilho de Gatsby e sua grandeza em mostrar um mundo sustentado por ilusões. Nota: Ótimo Dor Após gastar e ganhar milhões na franquia Transformers, Michael Bay retorna para um orçamento mais simples (comparado ao seu padrão de blockbusters), revivendo os bons tempos de Bad Boys. Sem Dor, Sem Ganho é uma comédia de sequestro nada convencional. “Baseado em fatos reais” (Hollywood adora essas palavras), conta a história de três marombeiros que sonham em ter uma vida perfeita e, para isso, precisam aplicar um golpe. É um típico filme com a marca de Michael Bay: um longo vídeo clipe com muitas mulheres gostosas, personagens estereotipados, cada cena é filmada de uma forma épica (sem necessidade) e muito slow motion. Contudo, diferente dos robôs que não dava para saber o que estava acontecendo, Bay investe no carisma de seu trio principal, principalmente em Mark Wahlberg e Dwayne Johnson, para divertir o público numa aventura cheia de atrapalhadas e momentos surreais. O próprio filme brinca com a veracidade dos fatos. Fatos que até os Três Patetas se saíram melhor. Nota: Bom Byzantium Crepúsculo conseguiu ridicularizar bastante os vampiros no cinema, os transformando em barbies brilhantes. Felizmente essa mitologia vai entrando nos eixos com filmes que respeitam esses seres, entre eles, Deixa Ela Entrar de Tomas Alfredson (O Espião Que Sabia Demais) e o recente Byzantium de Neil Jordan. Jordan é o responsável por dirigir Entrevista Com o Vampiro (o meu filme de vampiro favorito), e neste novo trabalho, mostra a jornada de mãe e filha numa fuga contra uma fraternidade dominada pelos, adivinha, homens. O roteiro de Moira Buffini foca bastante na relação materna do que nas cenas de violência, entregando ótimas atuações de Saoirse Ronan e Gemma Arterton (a linda atriz ficou mais sensual na personagem Clara Webb). Buffini ainda ensina como se deve reinventar uma mitologia sem desrespeita-la. Os vampiros podem andar na luz solar (sem brilhar) e existe uma nova forma de se transformar. Minha ressalva é sobre o tempo de fuga delas, mais de 200 anos e as duas não conseguiram ir para um lugar bem longe? E quem sabe amadurecer a relação, parecendo que não aprenderam nada entre elas. Parece que se passa apenas uma semana entre o passado e o presente da história. Mesmo assim, Byzantium consegue sugar toda sua atenção. Nota: Ótimo   Truque Sabe quando um show usa da pirotecnia para disfarçar o “artista” ruim que está sobre o palco? Os mágicos de Truque de Mestre usam essa distração para desviar a atenção do público e de seu fraco roteiro. Louis Leterrier  (A Fúria de Titãs) nem faz um dos melhores trabalhos para ajudar, exagerando em movimentos de câmera até nas cenas simples, como diálogos. Isso que é medo de ver o público dormir no filme. Ou é porque ele não quer que você preste atenção em nada, nem no desenvolvimento de seus personagens. Os quatro mágicos principais são jogados para o público apenas com uma pequena introdução, sem tempo para se importar com eles. Para piorar, depois de um ano juntos, nem parecem ter nenhuma relação de amizade convincente. Pelo menos  Woody Harrelson diverte com sua atuação, enquanto Morgan Freeman e Michael Caine (repetindo a parceria de Batman) são desperdiçados em papéis rasos, podendo ser interpretados por qualquer outro ator mais barato. Ainda tem Mark Ruffalo que não convence em nenhum momento, com uma fraca química com a atriz Mélanie Laurent, a linda francesinha de Bastardos Inglórios. Algumas mágicas interessantes são explicadas durante o filme, mas as outras são tão surreais que a única explicação é a mágica dos efeitos visuais. Truque de Mestre tinha tudo para ser uma ótima história, tem um começo promissor e é empolgante nos acertos, porém tropeça quando é desmascarada e revela suas fraquezas. Nota: Regular Z Entre os 10 filmes que mais estava esperando em 2013, Guerra Mundial Z me surpreendeu, pois mesmo com boa expectativa, não sabia o que esperar do filme. Para um roteiro que teve várias revisões e alguns problemas de produção, apresentou um resultado eficiente. A câmera agitada e cheia de cortes de Marc Forster que deixou 007 – Quantum Of Solace confuso e apressado, funciona desta vez, traduzindo toda a tensão e confusão que é um ataque em massa de zumbis. Inteligentemente sossegando um pouco quando a história precisa focar nas criaturas. Nesta hora, destaca o ótimo trabalho da equipe de maquiagem, pois nas cenas de ação, sobra efeitos visuais. No gênero zumbi, Guerra Civil Z é do time de Extermínio e Madrugada dos Mortos (versão Zack Snyder), contendo infectados velozes e vorazes. É primeira vez que assisto um filme em que os zumbis usam a quantidade como uma arma para conseguir passar os obstáculos feitos pelos humanos. A sequência de Israel é incrível, ainda apresentando outras excelentes sequências de ação. Outro ponto interessante, é fazer o protagonista Gerry Lane (Brad Pitt) viajar pelo mundo, revelando o problema global que estão inseridos. Z é um filme que sabe a hora de assustar, de deixar você sem piscar com a tensão (lembrando The Last Of Us em alguns momentos) e de empolgar com a ação. Sobrando espaço para as metáforas que funcionam como críticas a sociedade. A minha lista de filmes de zumbis que indico para as pessoas, ganhou mais uma indicação. Nota: Ótimo Bis: