Evil Quando saiu a notícia que Evil Dead (A Morte do Demônio aqui no Brasil) ganharia um remake, nem dei muita importância, pois sabia que seria difícil repetir o mesmo tom do clássico de Sam Raimi, que misturava terror com um humor pastelão (principalmente nos próximos filmes). Naquela época, com orçamento baixo, Raimi usou e abusou de sua criatividade de cineasta para fazer aquele filme que iria influenciar todo o gênero e até receber homenagens como se vê em O Segredo da Cabana.  Contudo, Sam Raimi e o eterno Ash, Bruce Campbell, abraçaram a produção e chamaram o talentoso Fede Alvarez para dirigir, e o resultado final é positivo. Alvarez não ignorou sua fonte, colocou várias referências que deixarão muitos fãs nostálgicos (a câmera subjetiva, motoserra) e conseguiu fazer uma história mais realista e tensa, revigorando o terror. Completamente sanguinário, pode ter certeza que ao terminar de assistir, irá conferir se não tem nenhuma gota de sangue espalhada em seu corpo. Nota: Ótimo Jack Mais uma produção aproveitando a onda de filmes-sobre-contos-de-fadas-para-os-jovens-de-hoje. Nem iria perder tempo assistindo, como não perdi com outros, mas queria ver como estava Bryan Singer antes de assumir o próximo filme dos X-Men. Jack, O Caçador de Gigantes é fraco. Os únicos personagens que tem um bom desenvolvimento são os gigantes. Porém o uso excessivo de efeitos visuais acaba tirando a veracidade deles. A suspensão da descrença fica difícil quando se vê um monte de bonecos correndo e pulando. E se os gigantes não convencem, imagina os personagens humanos. O casal protagonista é tão bobo que foi um erro focar grande parte da história neles. Não via a hora dos gigantes comê-los. Infelizmente nem tudo que queremos na vida acontece. As cenas de aventura salvam a produção e   Ewan McGregor continua carismático como sempre. O bom é saber que com os X-Men, Singer estará em terreno seguro. Nota: Regular Alvo Na última Locadora teve Schwarzenegger, agora é a vez de Stallone em Alvo Duplo, novo filme de Walter Hill, conhecido diretor do clássico The Warriors. O roteiro traz nada de novo. Um assassino profissional (Stallone) que tem seu próprio código moral, precisa trabalhar com um policial para vingar a morte de seu parceiro. Desfilando numa passarela de clichês (quando bem usados não tem problema, mas neste caso faz diferença nenhuma), é um típico filme de ação para o Sly matar todos, com um pouco de drama entre a matança, e fazer aquela luta final com o vilão Jason Momoa (e seu olhar emo). Nenhuma cena me empolgou, Stallone ainda continua bad ass e a luta de machados é o melhor momento. Continuo preferindo o Sly no Os Mercenários. Nota: Regular Invisivel Há filmes que me conquistam por sua sensibilidade em tratar certos assuntos, soando orgânico, e apresentar personagens tão apaixonantes que faz você se importar como se fosse um amigo. Com uma trilha sonora impecável, As Vantagens de Ser Invisível conta a história de Charlie (Logan Lerman), um novato no ensino médio que procura algum amigo para não passar o ano solitário. Sua vida muda quando conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson, nem sombras da Hermione), uma dupla de veteranos que irá transformar sua forma de viver e ajudá-lo com os problemas pessoais. O diretor/roteirista Stephen Chbosky consegue discutir temas como homossexualidade e drogas com naturalidade, sem ser panfletário ou sensacionalista. Mostra também ser um excelente diretor de atores, entregando a merecida importância para cada um dos personagens. As Vantagens de Ser Invisível é um filme que te faz sentir infinito e, quem sabe, um herói de si mesmo. Nota: Foda