Oz A Disney já havia adaptado um clássico da literatura com Alice no País das Maravilhas que, apesar das críticas negativas, rendeu ótimos lucros a empresa. Nada mais que natural, aproveitar outro marco da fantasia para mandar ao seu universo digitalmente artificial, com direto a belas princesas e bruxas maléficas. Oz: Mágico e Poderoso conta a origem do mágico, um dos melhores personagens da obra de Victor Fleming, O Mágico de Oz. Impedido de fazer menções diretas ao clássico de 1939 por causa de uma ordem jurídica, pois a obra está nas mãos da Warner, este novo capítulo é cheio de referências e Sam Raimi (Homem Aranha 1, 2 e 3) ainda consegue dar um ar de sua autoria. Entretanto, tudo é muito bonito, mas com pouca profundidade. A simplicidade que deve agradar as crianças e emocionar os adultos em alguns momentos. O Oz de James Franco e a bruxa de Mila Kunis, garantem o divertimento junto com os personagens digitais. Enfim, o novo Oz nem tão pouco se tornará um clássico e fatalmente terá sua chama apagada. Nota: Bom Risco Pode se dizer tranquilamente que Steven Soderbergh (Contágio, O Desinformante) tem seu nome garantido na história do cinema. E se Terapia de Risco for realmente seu último filme, deixará saudades. Interessante encarar este novo trabalho como um filme de duas partes. A primeira temos a construção de todo um caso para depois vermos a desconstrução do próprio, podendo dar uma sensação que fomos enganados, porém é só uma sensação, pois a história é fiel com sua conclusão deste o começo. Uma trama envolvida no mundo da psicofarmacologia, começando como um filme-denúncia para depois se transformar num belo suspense bem elaborado. Incluindo as ótimas atuações, principalmente de Jude Law e Rooney Mara. Nota: Ótimo Die John McClane (Bruce Willis) foi um personagem revolucionário. O clássico Duro de Matar de John McTiernan, apresentou um herói que diante uma situação desesperadora, tinha que se virar com o mínimo possível para matar terroristas com grande potencial de fogo. Era uma história de ação bem pé no chão, diferente dos super soldados que Schwarzenegger e Stallone ajudaram a construir nos anos 80.  Por isso que ao assistir Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer, se percebe um filme totalmente fora de rumo e desnecessário, e me recuso aceitar que faz parte da franquia. Aceito que no quarto filme já tinha essa mudança de transformar o policial num cara foda e imbatível, mas pelo menos naquela história, a inclusão de McClane fazia sentido. Nem mesmo isso esse último consegue ser competente. Bruce Willis está deslocado como seu personagem, e não sabe o que está fazendo ali. A relação entre pai e filho não convence, fazendo perder a importância da história. Sem falar que uma cena como capotar duas vezes com diferentes carros e ainda assim não sofrer nenhum ferimento já não é mais pé no chão como antigamente. Depois disso fica um pedido: Por favor, deixem McClane curtir a aposentadoria. Nota: Ruim Desafio O Último Desafio me lembrou os bons tempos que ficava em frente a TV esperando começar a Sessão da Tarde. Esperando filmes divertidos e descompromissados, que mesmo tendo uma qualidade mediana, não faziam feio diante sua proposta. Confesso que procurei assisti-lo por causa de Arnold Schwarzenegger, e ver sua volta como protagonista de um filme de ação. E tenho que dizer, o tio Arnold cumpre bem seu papel e, com mais de 60 anos, ainda convence que pode meter muita porrada. Interpretando o xerife de uma pequena cidade, precisa prender um criminoso que irá atravessar o seu caminho para fugir em direção ao México. E nessa fuga, muitos tiros e explosões irão sobrar para todos os lados, além de uma boa dose de humor. Contudo, nada se compara ao vermos Arnold de pé para uma briga. Se eu tivesse que passar por ele, teria ido para o Canadá. Nota: Bom Reacher Caramba, mais um filme de ação? Sim, e é a vez de Jack Reacher: O Último Tiro. Dirigido por Christopher McQuarrie, a história mistura suspense conspiratório com boas doses de ação, e ainda dispõe de um bom protagonista para uma possível franquia no cinema. Jack Reacher (Tom Cruise) corre, atira, luta, investiga e joga seu charme sempre sabendo o que faz e como fazer. Mesmo quando os bandidos estão prestes a mata-lo, conta com a sorte de ser atacado por idiotas. A cena do banheiro é impagável. Se ver Tom Cruise interpretando um papel que sabe fazer tão bem não é o bastante, como cereja do bolo, tem a participação do excelente diretor Werner Herzog (Vício Frenético) sendo o vilão do filme. E qual dos dois dará o último tiro? Nota: Bom