Vida O Lado Bom da Vida pode soar como um estudo de personagem, mostrando as dificuldade de duas pessoas tentando se encontrar em suas vidas. Até uma certa parte, o filme de David O. Russell funciona desta maneira. Novamente a família é o foco para o nascimento dos conflitos, como visto em O Vencedor. Pat Peoples (Bradley Cooper), é um ex-professor tentando controlar seu comportamento explosivo e, para isso, precisa aceitar a separação de seu casamento. Tudo muda quando começa a se envolver com a linda Tiffany (além de ganhar o Oscar de Melhor Atriz, Jennifer Lawrence está um colírio em cada cena), formando uma parceria que transforma o filme numa bonita comédia romântica. Pois a mensagem do filme não é chocar o público com os problemas alheios, e sim acreditar que a vida possa ter seus finais felizes independente das pessoas que lutam por esse objetivo. Nota: Ótimo Lincoln Lincoln e Django Livre chegarem este ano discutindo, cada um de sua forma, a escravatura norte-americana. Enquanto Django trata o assunto de uma maneira inteligente e corajosa, Lincoln se contenta em transformar o presidente norte-americano no grande salvador da pátria, moldando o homem num mito em que os negros depositavam sua confiança passivamente. Abraham poderia ser retratado com menos endeusamento. Steven Spielberg relata o momento político pré-abolição da escravidão e, posteriormente, fim da Guerra Civil. Gostei bastante em conhecer mais sobre a História da época e perceber como os democratas e republicanos mudaram tanto seu pensamento durante os anos. Sem falar que Daniel Day-Lewis incorpora Abraham Lincoln, sendo digno de seu 3º Oscar de Melhor Ator, uma marca incrível do evento, mesmo que minha torcida fosse para Joaquin Phoenix em O Mestre.   Nota: Bom Hora Não espere  ao assistir A Hora Mais Escura, um filme que irá mostrar uma alucinante perseguição das forças armadas norte-americanas atrás de Osama Bin Laden. Recheado de explosões, tiros espatifando paredes e muitos soldados à beira da morte pedindo socorro. Este trabalho da diretora  Kathryn Bigelow (Guerra Ao Terror) e do roteirista  Mark Boal é mais intimista e corajoso. A trama central é sobre a funcionária da CIA, Maya (Jessica Chastain), que passou mais de uma década de sua vida perseguindo o inimigo mais procurado dos EUA, depositando todo seu esforço numa pista que todos em sua volta já davam como desacreditada. E neste drama pessoal de perdas e poucas conquistas, investigação e burocracia, A Hora Mais Escura pode não ser o retrato mais fiel da captura de Bin Laden (mesmo sendo bem plausível), mas é uma bela história de o quanto uma pessoa pode sacrificar sua vida para ter um pouco de paz.  Nota: Ótimo Voo Depois de anos dedicados a filmes com captura de movimento (A Lenda de Beowulf), Robert Zemeckis volta ao universo live- action com O Voo. Coincidência ou não, pois seu último filme neste formato foi o excelente Náufrago, onde a vida do protagonista muda após um acidente de avião. Agora o mesmo problema irá resultar numa aterrissagem de acontecimentos negativos na vida do piloto Whip Whitaker (Denzel Washington). Um homem entregue ao alcoolismo e outras drogas como acompanhamento, que não cansa de cavar sua própria cova, mesmo quando é considerado um grande herói para dezenas de pessoas. E como a complexidade humana é tão linda de se analisar, atos heroicos nem sempre vem de heróis perfeitos, já que na realidade existem apenas seres humanos. E eles tem seus próprios vilões para enfrentar.  Nota: Ótimo