Argo Vencedor do Oscar 2013, levando o principal prêmio da noite, o de Melhor Filme, Argo é competente em transmitir sua proposta, mas não é nada excepcional perto de filmes como Amor de Michael Haneke. Dirigido por Ben Affleck (voltando a ser o queridinho de Hollywood), a história retrata o resgate de seis norte-americanos que ficaram presos e escondidos no Irã, durante uma revolução militar. O plano é no mínimo surreal, a CIA, com a ajuda de profissionais de Hollywood, planeja um filme falso para entrar no território e resgatar as pessoas como se fossem parte da equipe. Além das ótimas piadas sobre cinema e sua política, o filme conquista por sua montagem, criando uma forte tensão no terceiro ato. Não é a toa que também levou uma estatueta para casa nesta categoria, como também o ágil roteiro. Mesmo assim, não seria o meu vencedor. Nota: Ótimo Pi Acima de uma história de sobrevivência, As Aventuras de Pi é uma poesia sobre fé. Sobre no que você escolhe acreditar, independente de religião. O diretor Ang Lee nos entrega uma experiência espiritual e emocionante,  discursando a importância de acreditar em algo. Deus não é mostrado como uma divindade exclusiva de uma religião, é mostrada na vontade de viver de nosso protagonista.   Igualmente o filme Náufrago, não há como não se identificar com o tigre Richard Paker, o novo Wilson. Com um efeito visual beirando o realismo, acreditamos fielmente em ser um animal de verdade. E a relação entre os dois, nos faz pensar qual é o animal que temos dentro de nós. Se somos fortes o bastante para sobrevivermos.  Nota: Ótimo Origem Já pensou o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa como grandes guerreiros lutando para o bem estar de todas as crianças do mundo? A ideia da Dreamworks em A Origem dos Guardiões é bem interessante, trazendo uma animação divertida com bons momentos de aventura. O problema é que uma história para as crianças norte-americanas, funcionando como propaganda de suas lendas. Por exemplo, o personagem principal é Jack Frost. Quem? O guardião responsável pelo Inverno. Sei disso, depois de uma rápida pesquisa. E ainda temos os menos populares como Sandman, Breu e a, também conhecida por aqui, Fada dos Dentes. Ou seja, personagens com uma mitologia forte na terra do Tio Sam, mas que em outros lugares pode parecer bobos. Nota: Bom Ralph Detona Ralph é uma das animações mais esperada por todos os fãs de games, inclusive eu. Um belo trabalho da Disney, que conseguiu captar todo o sentimento da era 8 Bits e transformar num Toy Story com pixels. As referências e piadas contidas na história são brilhantes, criando um protagonista, que apesar de ser um vilão, é carismático o bastante para compartilharmos de seu conflito. Ralph (John C. Reilly) quer simplesmente ser um herói, ter sua importância no jogo reconhecida. Entretanto, esse título não é algo que se conquista com uma medalha (uma metáfora ao nosso egoísmo) e sim mostrando quem você realmente é, sem ser rotulado por sua aparência. O universo dos games é um verdadeiro trabalho de arte, principalmente o jogo de corrida Sugar Rush.  Lá ele encontra a divertida Vanellope (Sarah Silverman) e tem que enfrentar um perigoso personagem que pode por fim em seu mundo. Como podíamos esperar de um filme da Disney (supervisionado pelo chefe da Pixar, John Lasseter), o terceiro ato é emocionante, marcando para sempre essas palavras na minha mente: “Eu sou mau e isso é bom. Nunca serei bom e isso não é mau. Não há ninguém que eu queria ser além de mim.Nota: Ótimo Miseráveis Tom Hooper, de O Discurso do Rei, apresenta sua versão da obra Os Miseráveis, do escritor francês Victor Hugo. Um musical visualmente belo e impressionante por sua grandeza, tendo como maior destaque as atuações de Hugh JackmanAnne Hathaway. A miséria da França em notas bem altas.  A escolha de não gravar em estúdio as músicas e sim, digamos, “ao vivo” (mesmo não sendo a primeira vez que isso acontece como foi vendido), traz uma ótima experiência ao ver os atores precisando cantar e atuar ao mesmo tempo, deixando o drama mais melodramático. Contudo, o filme é praticamente 98% cantado, o que não deixa quase nenhuma pausa para desenvolver os personagens. Deste modo, algumas relações acabando se tornando superficiais como o grande amor de Cosette (Amanda Seyfried) e Marius (Eddie Redmayne). Prejudicando também o andamento da história, a tornando confusa e acelerada em certos momentos. São tantas músicas que a maioria acaba sendo esquecida diante as principais. Uma obra que poderia ter sido épica se não fosse o seu exagero. Nota: Bom