Skyfall Para celebrar os 50 anos no cinema do agente britânico 007, do autor Ian Fleming, Sam Mendes (Beleza Americana) foi escalado para dirigir este marco, sendo o 23º filme, intitulado 007 – Operação Skyfall. Daniel Graig novamente incorpora Bond, James Bond, num filme que une passado e presente com um equilíbrio impecável. Iniciado com uma perseguição alucinante, digna da ação frenética atual e, após a belíssima música de Adele, o ritmo diminui para o estilo de espionagem mais clássico, relembrando o charme dos filmes antigos. Até um certo automóvel aparece para a nostalgia ficar completa. Em Skyfall, a trama é focada na personagem M (Judi Dench) e sua relação com Bond, em que será testada a fidelidade entre os dois. O motor deste conflito é o excelente vilão Silva. Javier Bardem entrega mais um antagonista inesquecível para o cinema. Não lembrava de ver um personagem tão cativante nos últimos Bonds, ele certamente é um dos pontos altos deste ótimo filme que apaga a mediocridade de seu antecessor e abre as portas para novas histórias nos próximos 50 anos. Nota: Ótimo Infratores John Hillcoat (A Estrada) apresenta em Os Infratores, um outro lado da máfia de bebidas na época da Lei Seca. Muitos filmes retrataram as fascinantes histórias de grandes mafiosos como Al Capone, por exemplo. Agora conhecemos o lado dos menos poderosos como a família Bondurant, que se sustenta com o comércio de bebidas alcoólicas de baixa qualidade, o bastante para pagar as contas. O conflito nasce quando o agente Charlie Rakes (Guy Pearce) quer tomar todo o controle do comércio regional e, o líder da família, Forrest Bondurant (Tom Hardy) não aceita a submissão. Além de ser um filme de máfia, Os Infratores é sobre uma família que apesar de seus problemas, precisa se manter unida e forte, não podendo deixar que nada fique acima dela. Nem o desejado poder.  Nota: Ótimo Amour Amor mostra o verdadeiro significado deste sentimento que é tão divulgado na vida, principalmente no cinema, como algo fácil de encontrar e manter. Amor não é só dizer Eu Te Amo e viver os bons momentos ao lado da pessoa amada, enfrentar alguns obstáculos e encerrar com um beijo o final feliz. É permanecer também nos piores momentos, é estar por perto até na tristeza da velhice. Na proximidade da morte.  Michael Haneke (A Fita Branca, Violência Gratuita) não tem preocupação nenhuma em amenizar a história de Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant) que, apesar de ser cruel por esta inevitável parte da vida, vivem unidos pelo respeito, carinho e dedicação que todas as pessoas desejam receber no fim de suas vidas. Faz você pensar sobre sua vida, e o quanto entende sobre o amor. Nota: Foda A Viagem Admirável por sua proposta em que os irmãos Wachowski (Trilogia Matrix) e Tom Tykwer (Corra Lola Corra) dirigem 6 histórias que, mesmo distanciadas pelo tempo e espaço, se unem por certas ligações de seus personagens, mostrando que nossas ações podem provocar grandes atos no futuro, inspirando o bem ou o mal. Cada diretor ficou a cargo de 3 tramas, trabalhando  com equipes totalmente diferentes, sem nenhum envolvimento de ambas, apenas usando o mesmo time de atores que mudam de personagens através de maquiagens que vão do belo ao bizarro. Com um pé no espiritismo, A Viagem apresenta 6 curtos filmes, deste uma revolução futurística até a abolição da escravatura, ou uma fuga do asilo até um filme policial dos anos 60. Separados, poderiam soar como tramas comuns, mas que unidos numa grande mensagem, se tornam uma grande experiência cinematográfica. Uma poesia sobre a liberdade das pessoas em serem donas de suas escolhas.   Nota: Ótimo