Mercenarios Silvester Stallone surgiu com a ideia de fazer um filme que reunisse todos os astros de ação, resgatando todo o glamour explosivo dos anos 80, com o objetivo de se divertir entre os amigos e fazer muito dinheiro com o inevitável sucesso. Pensar que essa história poderia ter sido do Rambo 5, ainda bem que Syl pensou em começar outra franquia. Missão cumprida com o primeiro filme, a continuação era questão de tempo e, desta vez, Stallone passa a metralhadora da direção para Simon West (Con Air). Mercenários 2 é mais ambicioso do que seu antecessor em reunir numa cena de ação, com direitos à todos os clichês do gênero, os mestres Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis e Chuck Norris, contendo piadas referentes a carreira dos atores. Poder ver os quatro (contando o senhor Cobra) atirando sem nenhuma preocupação com mira e matando meio mundo é simplesmente nostálgico e de certa forma prazeroso, resultando em cenas surreais. A diversão é garantida. Agora é só esperar pela chegada do terceiro filme e saber quais serão os astros que irão ajudar a diminuir o número de habitantes no planeta. Nota: Bom Ditador Firmando seu humor no cinema com Borat e Bruno, Sacha Baron Cohen volta na pele do general Aladeen, parodiando todo o cenário político diante a guerra contra as ditaduras, sempre com a ajuda dos “amigos” EUA. Novamente ao seu lado, o diretor  Larry Charles abandona as filmagens escondidas para se concentrar numa história com um teor menos documental, aumentando o exagero das piadas. Aladeen é um personagem carismático, mesmo com todo seu preconceito, ironia e crueldade, não tem como odiá-lo, pois através do ponto de vista do personagem, todos seus atos são normais.  Explorando a ganância e o medo dos norte-americanos (a cena do helicóptero é memorável), O Ditador é um soco no estômago e um chute no saco de todos que pensam viver numa linda democracia e não para de julgar os países alheios sem se preocupar com o seu. Nota: Ótimo Cabana Estrelado por Chris Hemsworth (Thor), o filme de Drew Goddard (roteiro escrito em parceria com o diretor de Os Vingadores, Joss Whedon), O Segredo da Cabana é um filme curiosamente divertido. Fãs de terror (e de cinema) terão a oportunidade de ver como é construída a estrutura desse gênero, sobrando tempo até para homenagear certos clássicos como A Morte do Demônio de Sam Raimi. Na história, os personagens são transformados nos clichês conhecidos: a loira burra, o colegial valentão, o nerd drogado, a virgem, o apaixonado, tudo envolvido num ritual disfarçado de reality show. E falando francamente, o final espetacularmente bizarro, vale por todo o filme, relevando as atuações fracas da maioria do elenco. Nota: Bom Looper O ator Joseph Gordon-Levitt definitivamente está virando um astro da ação e nada melhor do que contracenar com uma lenda do estilo: o duro de matar Bruce Willis. Looper foi uma bela surpresa em 2012, o filme de Rian Johnson tem um enredo instigante sobre viagem no tempo, onde assassinos são contratados para matar pessoas mandadas do futuro. O problema surge quando um deles, não consegue cumprir seu serviço. Ao mesmo tempo que se diverte com o gênero e tem boas cenas de ação, defende sua ideia principal e não amolece como muitos filmes hollywoodianos fazem para agradar o público. Grandes atuações entre tiros e perseguições é o que te espera nessa emocionante aventura. Nota: Ótimo Ted Criador de Uma Família da Pesada, Seth MacFarlane, consolidou sua carreira na TV e começa a invadir o universo cinematográfico, trazendo seu humor politicamente incorreto para a telona. Seth é responsável pela direção, roteiro e a voz do urso em Ted. Já pode se dizer que iniciou uma nova franquia e veremos o ursinho boca suja mais vezes. Em tempos de comédias apostando bastante neste tipo de humor, Ted traz um ar fresco na forma de contar a história sobre maturidade, mostrando uma originalidade particular, fazendo piadas sem se preocupar com a censura e os delegados incomodados com as provocações. Nota: Bom Dredd Dredd teve uma versão com Stallone nos anos 90 e mesmo levando o astro de ação no elenco, não foi um grande filme. Agora o personagem recebe uma revisitada, tornando mais fiel em relação a HQ. Desta vez, o juiz não tira seu capacete e a violência está definidamente presente num cenário de puro caos. Karl Urban, armado com a imposição de sua voz, mostra um personagem seguro, justo e frio, que em certos momentos, ainda consegue revelar algum tipo de afeição pela novata Cassandra Anderson (Olivia Thirlby). Dredd é eficiente em vários aspectos, como na direção ágil de Pete Travis, que consegue retratar bem o ambiente claustrofóbico que os dois personagens são inseridos, nos dando cenas de ação memoráveis. Um filme de ação com a violência dos anos 80 e com a roupagem atual de uma ótima ficção cientifica. Nota: Foda Frankenweenie Deste A Noiva Cadáver, não assistia um filme tão inspirado vindo de Tim Burton. Lembrando tempos de Edward – Mãos de Tesoura, Frankenwennie vem de um curta-metragem feito pelo diretor em 1984, a animação homenageia vários clássicos do terror, deste a referência óbvia passando por Drácula, Lobisomen e A Múmia, entre muitos outros. O stop-motion fascina pelo belo trabalho artístico e o clima sombrio fica destacado pela excelente fotografia em preto e branco, mais uma referência aos filmes B. Frankenweenie é indispensável para todos os fãs de Burton e suas influências. Nota: Bom Bernie Não gosto muito das comédias de Jack Black, me interesso mesmo por sua banda Tenacious D. Interessante que o filme mais marcante de sua carreira foi a Escola de Rock, dirigido por Richard Linklater, o mesmo diretor de Bernie. Vemos um limitado Black realmente atuando e, ainda por cima, Matthew McConaughey mostra que não é só ator de comédia romântica, preparando terreno para uma memorável atuação em Killer Joe. O roteiro é baseado em fatos reais, acompanhando Bernie, um cara super carismático e prestativo, que se envolve numa relação de amigo-empregado com uma rica viúva. A situação piora quando ele não suporta a prisão que sua vida virou e comete um crime jamais imaginado por todos da pequena cidade. O estilo documentário só contribui com a trama, mostrando o pensamento das pessoas sobre os envolvidos, e revelando o ódio que sentiam da viúva. O filme mostra que na vida tudo é imprevisível, pois todos os seres humanos estão a mercê da loucura e vendidos por seus interesses. Nota: Ótimo