Homem aranha O Espetacular Homem-Aranha é o Prometheus dos quadrinhos. Tinha tudo para dar certo: Marc Webb (500 Dias Com Ela) como diretor, três experientes roteiristas (James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves), ótimos atores e bastante dinheiro investido. Contando “novamente” toda a origem do cabeça de teia, desta vez menos empolgante do que o Homem-Aranha de Sam Raimi (injusta comparação, já que não chega nem perto da qualidade, principalmente do excelente Homem-Aranha 2), o roteiro aproveita de várias ideias dos anteriores, apenas mudando os personagens e as situações. Uma bela sensação de Déjà vu. A grande contribuição foi tornar Peter Parker (Andrew Garfield) num adolescente chato e supertímido que, sem explicação nenhuma, vira um piadista profissional e um cara bem descolado quando está com o uniforme. Em sua maioria, as cenas de ação são confusas e desinteressantes, e o vilão Lagarto (Rhys Ifans) não convence com suas ideias e atos.  Apesar dos problemas como os guardas-lagartos que são inseridos para serem ignorados posteriormente e uma adolescente (a linda Emma Stone) chefiando um setor de uma grande corporação, temos a ótima luta final e a brilhante ponta de Stan Lee. O clímax é bem trabalhado (até me emocionei) e Martin Sheen entrega a melhor atuação do filme como Tio Ben. Porém você já sabe o final dele. Nota: Regular Valente Capotando no decepcionante Carros 2, a Pixar provou que poderia falhar, mesmo sendo uma empresa com uma filmografia brilhantemente respeitável, sempre nos deixando ansiosos pelo próximo lançamento. Não que mudou muita coisa, a cada novo trabalho desta equipe, fico animado quem nem criança. E assim foi com Valente. O primeiro passo foi fácil: ser melhor que seu antecessor. Contudo, ainda não é uma volta ao auge. Com um visual belíssimo, temos a primeira protagonista da longa história da Pixar: Merida (Kelly MacDonald). Diferente das princesas convencionais, ela é corajosa, independente de homens e bagunceira. E entrará numa jornada que irá mudar todo o seu destino e a tradição de seu povo. O verdadeiro perigo é de ser um filme bem próximo da marca Disney. Não que a Disney seja horrível, longe disso, só tenho agradecimentos pelo o que ela fez na animação. O problema é que a Pixar criou sua própria identidade durante anos, para chegar agora e começar a colocar músicas pops na trilha sonora (em vez de desenvolver melhor a relação entre mãe e filha), criar um animal inseparável para a princesa, soltar algumas piadas bobinhas, até pensei que em alguma cena iria aparecer os bichinhos falantes da floresta. Ufa. Mesmo com os problemas, Valente consegue resgatar a emoção perdida nos carrinhos, e ainda entra para a história da Pixar com Merida. Nota: Ótimo God Passando despercebido do grande público, o filme de Bob Goldthwait, Deus Abençoe A América, merece uma chance de ser assistido por uma sociedade que perde tanto tempo em frente as drogas que só servem para alienar a mente. A trama central é sobre dois personagens que saem pela estrada matando pessoas que eles decidem não serem dignos de viver, pois suas cabeças são vazias e não fariam falta ao mundo. Você pode achar até cruel, mas é um desabafo de pessoas que não aguentam mais tanta superficialidade e falta de conteúdo na sociedade. Uma opinião contra quem perde tempo assistindo Reality TVs, programas de audiências que exploram as imagem das pessoas, artistas produzidos pela mídia que não cantam nada, e assim vai. A história retrata toda a porcaria produzida no “primeiro mundo” e que, países de terceiro mundo, fazem questão de comprar e dividir a mesma doença imbecil. E que Deus abençoe a alma dessas pessoas, porque o cérebro já foi vendido. Nota: Ótimo Ages Assisti Rock Of Ages, filme do diretor Adam Shankman (Hairspray), para conferir as músicas do rock dos anos 80 que sou fã declarado, e este sentimento de nostalgia não foi o bastante para me fazer esquecer dos erros do filme. Adaptado de uma peça da Broadway, temos uma história boba sobre um casal que se apaixona e tem que passar por obstáculos para ficar juntos. É triste ver que esses obstáculos são causados pelos motivos mais infantis possíveis. Além disso, o filme desfila personagens desnecessários (como foi difícil ver Bryan Cranston num papel tão patético), uma cantoria afinada com Auto-tune, coreografias mal dirigidas com cortes rápidos e sem fluidez das cenas, e certos momentos que em vez de celebrar o estilo da época, ridiculariza até não poder mais.  Mas se você precisa de motivos para assistir Rock Of Ages, além da contagiante trilha sonora, seria de poder conferir três ótimas e engraçadas atuações de Alec Baldwin, Paul Giamatti e Tom Cruise, esse último, roubando várias cenas do filme junto com seu animal de estimação. Nota: Regular Patetas Os Três Patetas foi um dos melhores programas de humor quando se tratava de comédia pastelão. Um gênero que continua fazendo sucesso atualmente e que no Brasil tivemos Os Trapalhões como maior representante. Entretanto, a maneira de fazer rir há mais de 40 anos mudou, e uns dos grandes responsáveis por esta mudança são os irmãos Farrely, diretores de clássicos da comédia como Debi & Lóide e Quem Vai Ficar Com Mary?. Então fiquei curioso como os irmãos iriam trabalhar todo aquele humor inocente para um público acostumado com uma comédia cada vez mais agressiva e adulta, marcas registradas da dupla. Para minha alegria, é um filme feito por fãs para fãs. Quem nunca assistiu qualquer episódio antigo, pode achar as piadas infantis e as situações bem bobas. Um risco abraçado para se manter fiel a obra. Os atores Will Sasso, Sam Hayes e Chris Diamantopoulos estão perfeitos nos papeis de Curly, Larry e Moe, respectivamente. Recriando todos os trejeitos e vozes do trio original. Os Farrely mantiveram até as vinhetas da série mantendo um clima nostálgico entre os atos do filme. Uma comédia despreocupada em querer agradar um grande público e cheia de absurdos que irá garantir boas risadas para todos os fãs do gênero. Nota: Bom