Joe O cinema nos proporciona uma experiência única na vida de realização de sonhos e/ou perspectivas diferentes da realidade. Há filmes que se tornam clássicos por apresentarem algo novo para sua época ou reinventarem o que já foi estabelecido. Outros não chegam a ser inovadores, mesmo assim, são eternizados por sua qualidade. Seja qual for a categoria que a obra irá se encaixar, a relação entre ela e o público é a melhor sensação existente. Sempre tem filmes marcantes por diversos aspectos, na minha lista posso colocar O Lutador e Clube da Luta, entre muitos. Histórias que, não importando se mudaram os rumos da indústria cinematográfica, garantiram um lugar na minha estante. Desta forma, Killer Joe – Matador de Aluguel entra para este time, da maneira mais violenta possível. Se eu escrevesse apenas o nome de William Friedkin, muitos não saberiam de quem se trata. É o diretor responsável por um dos maiores clássicos do terror: O Exorcista. Confesso de não ter acompanhado à sua carreira deste então, porém, isso não me impede de comentar sobre seu novo trabalho que é simplesmente brilhante, perturbador e insano, além de ser um prato cheio de humor negro. Aqui não há lugar para exorcizar o mal, ele está em todo lugar. Joe1 Chris (Emile Hirsch) é um medíocre traficante que está ameaçado de morte por suas dívidas e vê uma luz no fim do túnel quando descobre que o seguro de vida de sua mãe pode resolver seus problemas. Neste cenário que entra Matthew McConaughey interpretando o matador de aluguel Joe Cooper. No melhor estilo cowboy fora-da-lei, aceita o trabalho de matar a mãe do rapaz com uma simples condição: receber a irmã de Chris, a inocente Dottie (Juno Temple), como garantia, enquanto não for pago pelo serviço. No golpe, ainda estão envolvidos o passivo pai Ansel (Thomas Haden Church) e a madrasta Sharla (Gina Gershon), completando uma família que deixaria o Diabo com muito orgulho. Joe3 Adaptado da obra de Tracy Letts e com uma fotografia opressiva de Caleb Deschanel (usando sempre ambientes mal iluminados e cores frias), William deixa espaços para cada ator mostrar seu potencial. Destacando o trio formado por Hirsch, Temple e McConaughey. Este último, sempre marcado por tolas comédias românticas, se sobressai incorporando um psicopata/pedófilo que aos poucos vai revelando toda sua insanidade. Conforme o filme desenvolve, a tensão aumenta, os personagens se tornam mais desprezíveis, as situações desesperadoras, até culminar num terceiro ato perturbador e icônico, que dificilmente sairá da sua cabeça. Um final não recomendado para pessoas fracas de estômago ou que adoram uma coxa de galinha.  Joe2 Killer Joe é uma perfeita análise de comportamento, retratando toda a violência e humilhação que as pessoas estão dispostas a enfrentar por sua ganância, não importando qual será a consequência de seus atos. Principalmente quando essa consequência não aceita negociar.   Trailer: Killer Joe
EUA , 2011 – 102 minutos
Comédia / Policial / Suspense Direção:
William Friedkin Roteiro:
Tracy Letts Elenco:
Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Juno Temple, Thomas Haden Church, Gina Gershon, Marc Macaulay Foda