Pixar Steve Jobs era um visionário e não foi diferente no campo da animação. O principal responsável pela fundação da Pixar (antes de ser comprada era apenas uma divisão de efeitos visuais da Lucasfilm) teve ao seu lado outra mente brilhante, responsável diretamente pelo grande sucesso da empresa: John Lasseter. Se não bastasse os grandes talentos envolvidos no projeto, a Walt Disney se tornou parceira e posteriormente dona, cuidando de toda a divulgação e distribuição dos filmes, pois o trabalho criativo ficou a cargo da equipe Pixar. O principal ponto forte que Lasseter fez questão em padronizar nos filmes, é o foco maior na história e não no visual em si. Filmes que possam divertir e emocionar tanto as crianças quanto os adultos, tornando suas mensagens atemporais. É a qualidade acima da quantidade, o amor acima da ambição, a dedicação transformada em obras primas. A lista a seguir é a de 5 filmes que marcaram estes 17 anos da empresa e sempre estarão no coração dos apaixonados pela sétima arte. 5. Monstros S.A. Monstros Lembro até hoje quando assisti Monstros S.A. (direção de Pete Docter) pela primeira vez. Estava numa sala com várias pessoas e me segurei para não chorar como um bebê. Coisa de adolescente, pois não tenho mais vergonha nenhuma de me emocionar com um belo filme, que na época desenvolveu uma tecnologia para dar um realismo a pelugem de Sulley, além de ser uma ótima comédia graças ao personagem Mike. Aspectos envolvidos numa história que nos fazer pensar quem são os verdadeiros monstros da nossa sociedade e uma crítica à aquelas pessoas que só ligam para as aparências.  4. Procurando Nemo Nemo Um tema que a Pixar sempre soube trabalhar com excelência é a amizade. Procurando Nemo foca este ponto com a ótima direção de Andrew Stanton. Como vocês vão perceber, a cada filme a empresa desenvolve algo novo em termos tecnológicos que irão influenciar todo o mercado da computação gráfica. Aqui foi uma melhor renderização da água, peça fundamental para o visual. Mas nada disso iria tornar o projeto memorável se não fosse os personagens carismáticos como a esquecida Dory ou o tubarão Bruce,  e a história central que trata da importância de sempre ter alguém ao seu lado que possa contar. 3. Ratatouille Ratatouille Dirigido por Brad Bird (Missão Impossível 4), Ratatouille foi o filme que menos me interessei na época e demorei um pouco para assistir, porém quando chegou a hora da verdade, quase desabei emocionalmente. Provando mais uma vez a originalidade do estúdio em tornar um rato o principal Chef de um restaurante francês, a história é simplesmente apaixonante. É de impressionar como a comida se torna apetitosa nos fazendo esquecer que é uma animação. E sem dúvidas, tem um dos clímax mais geniais da Pixar, totalmente sensorial. Nunca perderei a fome por este filme. 2. Toy Story 3 Toy Story John Lasseter já havia realizado o primeiro filme de animação com Toy Story e, depois de uma ótima continuação, também foi responsável pelo fechamento da trilogia do principal carro chefe do estúdio. O terceiro filme, conseguiu reunir todas as qualidades de seus antecessores como o humor inocente, referências a outros gêneros e a ligação dos brinquedos com seus donos, e ainda trabalha com um tema bem difícil de se lidar em nossa vida: quando chega o momento de despedir de quem amamos e seguir nosso próprio caminho. Pixar no seu auge. 1. Wall-e Wall-e Pense em todas as qualidades da Pixar e as reúna numa só história. O resultado é Wall-e. Romântico, cômico, ousado e emocionante, não é qualquer animação direcionado ao grande público que faz um filme com uma introdução de quase 40 minutos sem praticamente um diálogo. Andrew Stanton (John Carter) coloca seu segundo trabalho nesta lista e estrega uma bela homenagem ao cinema mudo, principalmente ao Charles Chaplin na figura do robozinho Wall-e, com várias referências aos clássicos da ficção científica e uma mensagem ambientalista e filosófica sobre nossa humanidade. Uma verdadeira poesia em pixels. E que a Pixar continue fazendo história, na animação e na nossa vida.