Prometheus Dirigido pelo realizador de dois clássicos da ficção científica, Ridley Scott (Blade Runner e Alien – O Oitavo Passageiro), Prometheus era a promessa de um retorno à sua melhor época. O primeiro ato é bem construído, admiramos a direção de arte e a fotografia, lembrando toda a ambientação da mitologia Alien, porém o  roteiro de Scott, Damon Lindelof (Lost) e Jon Spaihts vai abusando do bom senso, desesperado em criar uma franquia e, assim, não dando significado a existência deste filme. Uma história, independente de como é contada, é preferível ser completa para o público não se sentir enganado. Mesmo uma trilogia como O Senhor dos Anéis, é notável a competência onde cada filme funciona separadamente, um ciclo se encerra para começar outro até chegar no desfecho principal. Assim vai Prometheus, com personagens confusos e desinteressantes (exceto o de Michael Fassbender), uma história de pontas soltas dependendo duma continuação, o filme ficou apenas na promessa. E para quem liga em notas, quase dei Ruim em vez de Regular. Nota: Regular   MIB3 Um grande candidato a Sessão da Tarde, MIBHomens de Preto 3 não passa de um bom divertimento. Novamente com sua dupla principal e com a direção de Barry Sonnenfeld, a grande novidade fica por conta do ator Josh Brolin. Interpretando um Tommy Lee Jones como o Agente K nos anos 60, Brolin dá um show de caracterização, conseguindo recriar todos os trejeitos do personagem, ainda adicionando um lado amigável e romântico de sua versão jovem. Will Smith fica praticamente ofuscado entre os atores. Forçando um humor bem exagerado, perde espaço até para o alienígena Griffin (Michael Stuhlbarg) e suas visões das linhas temporais e o vilão Boris (Jemaine Clement). Boas ideias sobre a mudança do tempo e Brolin inspirado são os principais destaques deste divertido e passageiro filme. Nota: Bom Anjos da Lei Um projeto encabeçado pelo ator Jonah Hill, a adaptação da série Anjos da Lei se tornou uma das grandes surpresas do ano. Unindo comédia (bem adulta) e ação de uma maneira equilibrada, o filme brinca com vários clichês dos gêneros citados acima. Para quem acompanhou muitos filmes de adolescentes e/ou filmes de ação, vai identificar várias piadas. Mesmo quem não é muito familiarizado, poderá rir com as situações criadas pelos atores Hill e  Channing Tatum que viram policiais disfarçados de colegiais, numa época onde os valores e conceitos mudaram bastante. A cena que Jenko (Tatum) começa a ensinar Schmidt (Hill) de como ser popular é hilária, pois a piada está na surpresa do desfecho. Mesmo depois de ver o filme, a vontade de rever é imensa, enquanto uma inevitável continuação saia.  Nota: Ótimo Sombras De uma adaptação para outra, o filme de Tim Burton, Sombras da Noite, confia demais no visual para leva-lo ao sucesso, porém nem todos os projetos tem a força de Alice no País das Maravilhas. Johnny Depp parece sair do piloto automático e consegue se entregar ao personagem vampiresco Barnabás. Bem ao estilo dramalhão de novela, o roteiro tem ótimas sacadas em relação ao vampiro e o novo mundo que encontra depois de anos adormecido. Entretanto, o grande número de personagens prejudicou o desenvolvimento dos próprios. Num momento começam com grande destaque e mistério, depois somem, voltando no final com alguma importância para a trama. Sem falar que algumas surpresas são difíceis de engolir. Burton precisa urgentemente rever seus conceitos sobre contar histórias. Ah! Apesar de alguma certa violência, o diretor entrega um vampiro bem inocente e romântico, mas não tanto quanto outro. Nota: Bom Carnage Em Deus da Carnificina, de Roman Polanski (O Pianista), temos uma análise psicológica e comportamental de uma hipócrita sociedade que usa máscaras e distribui valores vazios para manter uma imagem ilusória de sua vida. Adaptado da peça de Yasmina Reza, também responsável pelo roteiro, e tendo em mãos quatro excelentes atores, a história põe dois casais dentro de um apartamento para discutir e solucionar a briga de seus filhos. Contudo, o que vamos percebendo, é que os adultos podem ser mais infantis e irresponsáveis, quando abandonam de vez a imagem vendida as outras pessoas. Como exigir que alguém seja uma boa pessoa, se você mesmo não é um bom exemplo? A dor de ser você mesmo é libertadora. Nota: Ótimo Corvo Depois do ótimo V de Vingança e do mediano Ninja Assassino, James McTeigue melhora em seu 3º filme, mas ainda não mostra vestígios de sua estreia como diretor. Tendo um John Cusack interpretando um Edgar Alan Poe com cara de assustado e respirando sempre pela boca, os melhores momentos de O Corvo são principalmente quando os contos do escritor vem à tona, revelando toda a genialidade macabra e sendo repetida pelo assassino do filme. A história do filme é uma versão do que poderia ter acontecido antes de Poe ter sido encontrado delirando em Baltimore, para depois sucumbir a morte. Porém os relatos históricos são mais instigantes do que a própria ideia do filme, que com alguns furos notáveis e personagens rasos, não convence. No final das contas, se não fosse tão importante tentar criar uma nova franquia como a de Sherlock Holmes, poderíamos ter um belo filme, pois material não falta quando falamos de Edgar Alan Poe. Nota: Bom Heleno Um gênio dentro de campo e um problema fora dele. Quantos jogadores problemáticos não vemos atualmente destruindo suas promissoras carreiras? Heleno vai além de mostrar como atos temperamentais e as drogas podem acabar com sua vida. O filme de  José Henrique Fonseca (O Homem do Ano) relembra uma época onde tínhamos jogadores que se identificam com seu clube e amavam o simples prazer de jogar futebol. Heleno de Freitas, interpretado de corpo e alma por Rodrigo Santoro, foi um ídolo do Botafogo na década de 40, reconhecido pelo futebol e sua vida boêmia. Todavia, seu comportamento agressivo e a tendência em se destruir, acabaram com um dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Em tempos que os jogadores estão preocupados com salários milionários do que dar o sangue pelo time, o amor de Heleno pelo futebol deveria servir de inspiração. Apenas o amor. Nota: Foda