Holmes Guy Ritchie trouxe para o cinema uma nova releitura do famoso detetive inglês Sherlock Holmes. Não basta ser apenas inteligente para o novo público, e sim ser dotado de humor e capaz de causar muita ação. E no sucesso que foi o primeiro filme, grande parte dos créditos fica por conta de Robert Downey Jr.. Depois de um belo trabalho estabelecido com Homem de Ferro, Downey Jr. continua divertido e competente na sequência intitulada de O Jogo de Sombras. Não há muito de inovador comparado ao antecessor, pois em filmes comerciais é complicado mexer em time que está ganhando. A maior novidade fica por conta da adição do vilão Moriarty, interpretado impecavelmente por Jared Harris. Com certeza um desafio a altura para o detetive mais intuitivo da história. Nota: Bom Botas Derivado da franquia Shrek, Gato de Botas já roubava a cena nos filmes do ogro, agora imagina numa carreira solo? Através de uma história básica de origem que, de certa forma, homenageia a lenda de Zorro. Não é a toa que Antônio Banderas é o responsável pela dublagem do herói. Na sua aventura, Gato de Botas terá a missão de conseguir o ganso de ovos de ouro e assim limpar o seu nome na antiga vila onde viveu. Porém entre feijões mágicos, castelo do gigante e dois ladrões terríveis, nada é o que parece e algo muito maior está guardado para o felino. E para nós está liberada toda a diversão que uma animação pode propor. Nota: Bom Poder De agora em diante, três filmes que são estrelados por George Clooney ou Ryan Gosling. E para começar, uma união de um ator consagrado com um em ascensão. O recente trabalho de George Clooney como diretor, Tudo Pelo Poder, é uma análise da política norte-americana. Acompanhando a escolha do melhor candidato democrata nas eleições primárias, temos o assessor de imprensa Stephen Myers (Gosling) que fará de tudo para eleger seu candidato Mike Morris (Clooney). E na sua jornada, vamos conhecendo todo o jogo de interesses que há por trás das campanhas, algo que conhecemos muito bem em nosso país. Ou não. Política e corrupção dificilmente andam separados, e neste filme a imagem vale mais do que o caráter e a ética, pois como Clooney discursa num texto moldado por Gosling: “Não sou católico, não sou judeu, minha religião é a constituição dos Estados Unidos da América”. Não importa se é verdade, o importante é fazer acreditar na mentira. Nota: Ótimo Descendentes Revelando um outro lado do “paraíso” chamado Hawaii, Alexander Payne (Sideways), com os vencedores do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, Nat Faxon e Jim Rash, conta a história de Matt King (George Clooney) em Os Descendentes. Um advogado que diante a iminente morte da esposa, precisa se aproximar de suas filhas e decidir sobre um grande negócio envolvendo sua família e de interesse da comunidade local. O filme se sustenta com as atuações, principalmente de Clooney e a jovem e bela Shailene Woodley, interpretando sua filha Alexandra. Porém sua história acaba enfraquecendo com situações no mínimo surreais, como na decisão de procurar o amante de sua mulher, levando suas filhas, só para ver se ele a amava. Como se não tivesse nada mais importante para fazer naquele momento. E convenhamos, quer mais surreal do que trocar George Clooney pelo Salsicha do Scooby-doo? A mulher já tinha batido a cabeça faz tempo. Nota: Regular Drive Seguindo a tradição dos westerns de Sergio Leone com o seu Estranho sem Nome, temos um protagonista (Ryan Gosling) sem passado, mas que através de seus valores e convenções, tende à ajudar as pessoas que se importa. Drive de Nicolas Winding Refn, traz a história de um dublê de filmes e motorista de assalto no tempo livre, que acaba encantado pela vizinha. Contudo ela tem um marido ameaçado por bandidos para quitar uma antiga divida e ele decide ajudá-lo. O que era para ser mais um trabalho como motorista de fuga, acaba entrando numa armadilha que o leva a revelar seu lado de sobrevivência. Com uma atuação irrepreensível de Gosling, Drive é um filme violento, envolvente e estiloso, tendo cenas de perseguições que focam mais na tensão do que na velocidade. O começo onde toda a fuga se passa praticamente com a câmera dentro do carro e não com planos externos (igual os repetitivos Velozes e Furiosos), já mostra o talento de Refn em prender o público e a habilidade do nosso motorista em resolver seus objetivos. E cada morte é puramente brutal para nos lembrar do perigo que o cerca. Um filme que entra na seleção dos meus favoritos. Nota: Foda