O Locadora volta as suas origens e apresenta três filmes recentes para alugar ou comprar. Sendo que o tempo corre de mim, no próximo post a coluna terá mais três filmes indicados ou não para sua escolha. Albert Frederick Arthur George em 1936 assume o trono da Inglaterra, num momento de mudanças para o mundo, tanto tecnológicas, tanto políticas. Para ser um líder, não bastava mais ter o sangue real, o poder da oratória era a principal arma para unir um país ao seu objetivo. O único problema é que George VI (Colin Firth) era gago. Seria cômico se não fosse trágico. Vendo seu marido com uma enorme dificuldade de falar em público, Elizabeth (Helena Bonham Carter) procura ajuda através de um fonoaudiólogo chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush), que além de uma ajuda, se torna um grande amigo do rei. Vencedor do Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator, O Discurso do Rei é um ótimo trabalho de Tom Hooper (Maldito Futebol Clube), praticamente perfeito na sua execução. Discute com excelência a influência que um bom orador tem diante seu público, algo que fica bem nítido com o exemplo de Adolf Hitler. Apesar dos elogios, nada me tira a certeza que a Rede Social merecia os dois principais prêmios que O Discurso levou. Pois como Melhor Ator, Colin Firth me deixou sem palavras. Nota: Ótimo Liverpool Ainda pela Inglaterra, outro filme com teor biográfico. O Garoto de Liverpool, recente trabalho da diretora Sam Taylor Wood, nos conta uma história pessoal de um dos maiores ícones do rock and roll: John Winston Lennon (Aaron Johnson, o saco de pancada de Kick-Ass). Não espere que a história mostre como surgiu os The Beatles ou quando conheceu Yoko Ono, o foco desta vez é a sua adolescência. Principalmente a sua relação com tia Mimi (Kristin Scott Thomas) com quem foi criado e sua mãe Julia (Anne-Marie Duff) que futuramente terá um sentimento de amor e ódio. Nessa época foi quando surgiu sua paixão pelo rock. Recomendável para quem é fã do poeta, compositor e músico John Lennon. E quem quiser entender um pouco de sua personalidade. Nota: Ótimo Ritual Só de olhar para esse pôster podemos notar quem é o principal destaque de O Ritual. Um bom filme de exorcismo, dando mais fôlego ao gênero por traze-lo ao realismo, sendo vendido como baseado em fatos reais. Mas como sabemos, em Hollywood nada é real. Michael Kovak (Colin O’Donoghue) é um seminarista cético que resolve aceitar uma última chance para recuperar sua fé em Deus e, também, no Diabo. Respeitando as regras do estilo, temos bons diálogos entre ceticismo e religião. Cada um defendendo sua ideia, mas com um desfecho que agrade os mais conservadores. Minha principal recomendação para convencer à assisti-lo, é a atuação de Anthony Hopkins como Padre Lucas. Não me lembrava quanto tempo o via tão a vontade atuando. Revivendo bons tempos do Dr. Hannibal Lecter. Assustador e surtado. Nota: Regular Obs: Não esqueça que as notas mudaram. Veja o que mudou.