Thorr O primeiro passo da Marvel Studios está chegando ao fim. A criação de seu Universo, que foi exposto claramente em Homem de Ferro 2, ganha mais um capítulo para finalmente terminar com os futuros lançamentos de Capitão América e Os Vingadores, sendo que nesse último será o término e o começo de uma nova fase. O capítulo em questão, foi escrito diretamente de Asgard através do Deus do Trovão: Thor. Chegou o momento da ciência entregar seu lugar para a magia. E quem ficou com essa tarefa nada fácil, responde pelo nome de Kenneth Branagh. Resultando um trabalho satisfatório na direção, porém que pode ser visto de duas formas. Mesmo que seu exagero com o “ângulo holandês” (enquadrar as cenas em diagonal) possa incomodar muita gente (até achei que o filme ganhou um tom artístico), esse não é o grande problema. É como se Thor tivesse dois aspectos totalmente diferentes. A diferença é notada principalmente em seu roteiro, escrito por J. Michael Straczynski e Mark Protosevich que não souberam com eficiência transportar o mundo de Asgard para a Terra. Para explicar, estarei dividindo essa resenha em duas partes: Thor 1. Asgard O principal arco dramático está na relação entre pai e filhos. O poderoso Thor (Chris Hemsworth) está prestes a se tornar rei de Asgard, mas por suas atitudes agressivas e egoístas (quebrando a trégua com os Gigantes de Gelo), é exilado em nosso planeta azul. Odin (Anthony Hopkins) espera com esta decisão que seu filho volte a ser digno de pertencer o martelo de Mjollnir e se tornar seu sucessor. Enquanto isso, o seu outro filho ambiciona o trono e uma evolução pessoal. A complexidade do irmão Loki (Tom Hiddleston), o transforma num personagem que é praticamente responsável pelas melhores cenas, fazendo desse mundo mágico empolgante e belo. Se toda a mitologia já não bastasse. Thor4 2. Terra Quando Thor chega em nosso reino, é acolhido por uma equipe de pesquisadores e a coisa desanda. Os roteiristas ficaram muito preocupados em dar procedimento a construção do Universo Marvel que esqueceram de desenvolver seu protagonista. As mudanças de personalidade do asgardiano são tão repentinas que fica difícil de acreditar no bárbaro virando bom moço apenas com algumas conversas amorosas com Jane Foster (Natalie Portman). Além de uma paixão inexplicável a primeira vista, Thor decide ser guardião do planeta por seu amor a musa. Sem falar da personagem Darcy (Kat Dennings) que não tem importância nenhuma para a trama, pois para ser alívio cômico, prefiro mil vezes o próprio Thor. Juro que não via a hora do filme voltar para Asgard.  Thor1 Então o trabalho é caracterizado nessa dualidade, acertando em cheio e errando feio em muitos pontos. Batalhas de tirar o fôlego (Destruidor é sensacional) com outras ótimas para tontura. Atuações exorbitantes com outras medíocres. Se os responsáveis tivessem mais preocupados com o personagem do que preparar terreno para os próximos filmes, Thor poderia tranquilamente ser um dos melhores filmes de heróis do cinema. Tomara que na próxima vez, o raio não caia no mesmo lugar. Ou no mesmo estúdio. Trailer: Thor
EUA , 2011 – 114 min.
Aventura / Épico Direção:
Kenneth Branagh Roteiro:
J. Michael Straczynski, Mark Protosevich Elenco:
Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Ray Stevenson, Kat Dennings, Stellan Skarsgård, Idris Elba, Tom Hiddleston, Rene Russo, Jaimie Alexander, Colm Feore , Clark Gregg, Tadanobu Asano, Jeremy Renner Regular