PdC Piratas do Caribe 4 não tem nenhum mistério. Conforme os sucessos de seus antecessores, um recomeço era algo iminente. Algumas mudanças ocorreram durante o processo de renovação da franquia. O diretor da trilogia, Gore Verbinski, desertou do navio e deixou o timão para o regular Rob Marshall (Chicago, Nine). A mudança foi nítida, Marshall não tem a mesma espada que Gore nessa aventura tão divertida construída durante os anos. Mesmo com os roteiristas habituais, Ted Elliot e Terry Rossio, o novo Piratas do Caribe tenta resgatar a simplicidade do primeiro “A Maldição do Pérola Negra”, comparado aos dois exagerados “Baú da Morte” e “O Fim do Mundo”, mas naufraga na tentativa, se afogando na mesmice num oceano onde nenhuma bússola possa mostrar o que realmente deseja. PdC1 O filme ainda deve agradar os fãs, pois como se esperava, Jack Sparrow (Johnny Depp) continua engraçadíssimo e totalmente persuasivo. Sendo o carregador de piano do elenco. Em sua nova aventura, testemunha um conflito entre espanhóis e ingleses em busca da Fonte da Juventude. Ao seu lado, não estão mais o casal mega apaixonado de Orlando Bloom  e  Keira Knightley. Muito melhor, a belíssima Angelica (Penelope Cruz) que revela uma outra face do capitão Sparrow. Uma face cheia de sentimentos. Porém, o núcleo romântico ficou estabelecido no pastor Philip (Sam Claflin) e a sereia Syrena (Astrid Bergés-Frisbey). Mais para agradar o público que gosta de um melodrama e só. Comparado ao casal Bloom e Knightley, esse conseguiu ser mais chato. PdC2Quem já conhece a saga, consegue adivinhar os acontecimentos ao desenrolar do roteiro. Muitos acordos, trapaças, lutas bem coreografadas, romance, reviravoltas e um grandioso clímax em seus longos 137 minutos. Uma produção competente em termos de Walt Disney. Mas dos quatros filmes, este é o que menos empolga em sua história. Até certas lutas de espadas parecem meros Déjà vus. Sem esquecer do vilão Barba Negra (Ian McShane) que apesar de sua imponência, não chega aos pés de um Davy Jones, vilão anterior. Enquanto um tinha um Kraken contra os inimigos, o outro controla cordinhas. O capitão Barbossa (Geoffrey Rush), ao lado de Sparrow, é outro personagem que faça valer a pena a continuação da franquia, tendo seus bons momentos como Comodoro. No final das contas, Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas diverte no humor característico da série (principalmente de Jack Sparrow), mas falha na falta de ambição de seus produtores. Até entendo, pois em time que está ganhando não se mexe. O problema é quando recruta os marujos errados e o barco perde a direção.  Trailer: Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
EUA , 2011 – 137 min.
Ação / Aventura / Fantasia Direção:
Rob Marshall Roteiro:
Ted Elliot, Terry Rossio Elenco:
Johnny Depp, Penelope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane, Kevin McNally, Sam Claflin, Astrid Bergés-Frisbey, Stephen Graham, Keith Richards, Richard Griffiths, Oscar Jaenada Regular