HarryA sétima aventura do bruxo mais famoso dos últimos tempos, não lembra absolutamente nada do seu primeiro filme. Ainda  bem. A série evoluiu, tanto na literatura, quanto no cinema. O menino de 11 anos cresceu junto com seus fãs e é normal que seus filmes também deixassem o jardim de infância.

Deste que o diretor David Yates ficou responsável pelo mundo criado pela J.K. Rowling quando assumiu a Ordem da Fénix, era notável a carga dramática que iria acompanhar até o seu desfecho. Afinal, Voldemort (Ralph Fiennes) havia voltado.
 
Mas qual a razão de As Relíquias da Morte – Parte 1 ser o meu filme do bruxo favorito? Simples. A sua ousadia em mostrar aos fãs que Harry Potter pode ir mais longe do que um básico entretenimento. E olha que este ano ainda teremos a segunda parte.

 
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O Enigma do Príncipe tem em seu clímax a morte de Dumbledore. Agora Harry Potter (Daniel Radcliffe), prestes a ser maior de idade, conta apenas com ajuda de seus amigos Ronnie (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) para encontrar e destruir todas as Horcruxes (objetos que contém um pedaço da alma de Voldemort que o torna imortal). E nas mãos do roteirista Steve Kloves, os três bruxos estarão em uma jornada longe de Hogwarts para uma missão que irá testar não só as suas capacidades de magia, mas o controle de seus próprios medos.
 
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Nos primeiros minutos iniciais, percebemos que não será um filme feliz. Hermione tendo que apagar as memórias de seus pais para protege-los é uma mostra de que todos correm perigo, principalmente os trouxas. Na primeira cena de ação, as pessoas são conquistadas com uma excelente perseguição de vassouras, no caso de Hagrid (Robbie Coltrane) uma moto, com direito a efeitos visuais de tirar o fôlego. Grandes momentos assim, estão espalhados em pontos chaves da história. Porém a primeira parte revela-se um filme mais reflexivo, cheio de diálogos e muitos planos abertos para fortalecer a solidão de seus protagonistas. Algo novo na série. Entregando não apenas diversão ao seu público e mostrando que um filme não é feito por bons efeitos visuais, mas de seus atores.
 
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O fim aproxima-se e com isso tudo em Harry Potter torna-se mais sombrio. A bela trilha sonora de Alexandre Desplat, a inovadora fotografia de Eduardo Serra e as fortes atuações do trio. Principalmente de Rupert Grint, pois com a escassez do humor na história, ganha muito mais espaço para mostrar um Ronnie mais perturbado e inseguro.  Em relação aos personagens, alguns tiveram pouco destaque, até porque terão grande importância no último filme. Outros tiveram seus desfechos e podem ter certeza que muitas mortes ainda irão acontecer.
 
Enfim, mesmo que Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 lhe deixar uma incrível vontade de assistir sua continuação, não se preocupe, a espera valerá a pena. Pois em time que está ganhando não se mexe, não se separa. Continuam amigos até o duelo final.

Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1
EUA / Inglaterra , 2010 – 146 min.
Drama / Fantasia / Suspense
 
Direção:
David Yates
 
Roteiro:
Steve Kloves
 
Elenco:
Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Bill Nighy, Richard Griffiths, Harry Melling, Julie Walters, Bonnie Wright, Fiona Shaw, Alan Rickman, Carolyn Pickles, Toby Jones, Robbie Coltrane, Brendan Gleeson, James Phelps, Oliver Phelps, Mark Williams, George Harris, Andy Linden, Mundungus Fletcher, Domhnall Gleeson, Clémence Poésy, Natalia Tena, Evanna Lynch, Rhys Ifans, Matthew Lewis, David Thewlis, John Hurt
 

Foda