22222Remake do clássico de 1981, o diretor Louis Leterrier (O Incrível Hulk) faz a sua versão de A Fúria de Titãs para a alegria dos estúdios e tristeza dos fãs.

Acostumado com filmes de ação, Leterrier não erra a mão nesse quesito. Com grandes efeitos especiais e cenas épicas de aventura, garante o sucesso do filme. A pipoca será bem aproveitada. Mesmo você parando de comer quando o gigantesco e impressionante Kraken aparecer na sua telinha.
 
O problema está no roteiro (na maioria dos casos). Com atuações deprimentes, salvando apenas alguns deuses como Zeus (Liam Neeson) e Hades (Ralph Fiennes). O protagonista semi-deus Perseu (Sam Worthington) é destinado a salvar a sua terra natal da destruição. Nessa jornada, o promissor astro Sam Worthington falha, não conseguindo transmitir todo o sofrimento e superação que o seu personagem vive. Parecendo um boneco que  foi apenas ensinado a decorar suas falas. Para a sua sorte, esteve rodeado de atuações piores para lhe fazer companhia.
 
Nota: Regular

 
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Chan-Wook Park (Oldboy) é um dos diretores coreanos mais famosos por aqui no ocidente. Em seu último filme, Sede de Sangue, ele impressiona pela maneira de contar a mesma história por diversos gêneros.
 
Um padre se torna voluntário numa experiência para ajudar o seu povo contra uma terrível doença. Porém, depois de complicações e sua morte dada como certa, ele volta dos “mortos” e descobre que renasceu com uma maldição: precisará do sangue das pessoas para poder viver.
 
O fato do vampirismo ser tratado como algo científico, já é um bom diferencial, porém o roteiro não se contenta com essa premissa e ainda irá envolver o padre vampiro em temas como traição, assassinato e misticismo. Sempre numa variedade de tons narrativos para fazer o seu público rir de medo e se assustar de alegria.
 
Nota: Ótimo
 
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Entre Irmãos, recente trabalho de Jim Sheridan (Em Nome do Pai) conta a história de dois irmãos: o exemplar e militar Sam Cahill (muito bem interpretado por Tobey Maguire) e o vagabundo interpretado por Jake Gyllenhaal (não diferente da atuação de Tobey).
 
A trama começa a ser desenvolvida quando Sam é relatado como morto pelo Exército e seu irmão se vê na posição de amenizar a sua falta, porém acaba se envolvendo com a sua cunhada (Natalie Portman). Quando recebe a notícia que seu irmão está vivo, percebe que na verdade algo mudou em Sam na guerra.
 
E é essa questão de como a guerra pode mudar a personalidade da pessoa é que Sheridan pretende mostrar no filme. E até que se saiu bem. Mesmo já sendo um tema brilhantemente mostrado em Guerra ao Terror.
 
Nota: Bom
 
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Agora vou comentar sobre dois filmes que foram direto para a estante da locadora. O primeiro deles é a adaptação da HQ Os Perdedores.
 
Se você procura um filme de ação, com muitos tiros, explosões, várias perseguições recheadas de humor, tudo isso envolvendo agentes secretos dos EUA que só não transformam água em vinho porque preferem outro tipo de bebida, Sylvain White fez um filme para você. Para ganhar minutos de diversão, enquanto eles perdem muitos cartuchos em tiroteios.
 
Só não espere nenhuma reflexão profunda sobre a vida e a morte depois de assisti-lo. E olha que eles até tentam.
 
Nota: Regular
 
2222O segundo é outra recente adaptação dos games, Tekken tem a mesma boa vontade de Príncipe da Pérsia. A pequena (nem tão pequena assim) diferença é “simplesmente” financeiro.
 
O fraco Dwight H. Little (Anaconda 2) não chega nem aos pés de Mike Newell. A história do torneio tenta ser fiel ao jogo, mas a produção, figurino, fotografia, atuações, todo o projeto fica abaixo da média. Até para um filme feito para locação.
 
Para quem gosta da franquia ou já jogou, se tornará “assistível”. E talvez traga boas lembranças quando você era o lutador.
 
Nota: Ruim
 
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Produção de Adam McKay e Will Ferrell, Carros Usados, Vendedores Pirados é a típica comédia hollywoodiana com fundo social e crítico. Sem cair no total pastelão que só os EUA sabe fazer.
 
O estreante diretor Neal Brennan nos mostra a história de Don Ready (Jeremy Piven), considerado um  verdadeiro mago quando a questão é vender carros. Contratado por uma concessionária, tem que fazer o que mais sabe em apenas três dias para livrar a empresa da falência.
 
É o estilo de humor que gosto. Irônico. Politicamente incorreto. Negro. Cheio de diálogos bem afiados. Vale a pena assistir no DVD do seu carro.
 
Nota: Bom
 
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Maré de Azar é uma comédia que segue a mesma linha do filme anterior, porém um pouco mais controlada na sua crítica ao estilo de vida “perfeita” do norte-americano.
 
Mike Judge (Idiocracia) expõe todo os defeitos de personalidade de seus personagens através da história de Joel (Jason Bateman).
 
Dono de uma fábrica de extratos, está com sua vida sexual indo por água abaixo. Porém tudo começa a mudar quando conhece sua nova e gostosa funcionária. Para poder transar com ela sem culpa, arma um plano para que a sua esposa também caia em tentação. E assim desenrola uma teia de situações que nem o mais azarado cidadão teria em sua vida.
 
Nota: Regular
 
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Quando assisti Marley e Eu, me segurei para não chorar. Mas o esforço foi em vão. Chorei mais pelo destino do cão do que pela história em si que aliás foi bem fraca.
 
Diferente do exemplo acima, Sempre ao seu Lado emociona pela sua mensagem sobre lealdade e amor. Baseado na história real do cachorro Hachiko que acompanhava seu dono até a estação de Shibuya (Japão) e sempre esperava seu dono retornar. Mas quando o professor (Richard Gere) morre, Hachi demonstra todo o seu amor esperando seu dono por 9 anos até a sua morte. Hoje há uma estátua de bronze do cão em frente a estação de trem. 
 
O filme é lindo. O sueco Lasse Hällstrom (Chocolate) fez mais um ótimo trabalho. Quando você menos esperar, já estará segurando o choro ou se derramando em lágrimas. Não fique com vergonha, Hachi merece.
 
Nota: Ótimo
 
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10 anos liderando a Gucci (grife italiana), o estilista (ou não mais) Tom Ford estréia em seu primeiro filme: Direito de Amar.
 
Não se engane com esse título horrível  batizado aqui no Brasil. Esse drama, além de um roteiro impecável, é perfeito em todos os detalhes. Principalmente estéticos. Também pudera, vindo de um ícone do mundo da moda. Quer mais estético que isso?
 
A fotografia é uma aula à parte. Repare como a tonalidade da imagem muda quando o personagem de Colin Firth se encontra em situações importantes de sua vida. Deste a morte do seu namorado até a sua caminhada para seu possível suicídio. Pois em pleno anos 60, todos tem direito de sentir medo.
 
Nota: Foda