11111 Uma história para você repensar sua maneira de enxergar a vida.  A protagonista Claireece Preciosa Jones (Gabourey Sidibe) está prestes a completar seus 17 anos e sua vida é o mais perto possível do que podemos chamar de inferno. Esperando o segundo filho de seu padastro, que a violentou deste criança, convive com o ódio de sua mãe (ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, Mo’Nique) que a humilha em qualquer oportunidade. A procura de uma vida que seja suportável, encontra na professora Blu Rain (Paula Patton) alguma esperança de mudança. E o diretor Lee Daniels procura mostrar o que é uma verdadeira vida de sofrimento. Nota: 10 11 Nova comédia trágica dos irmãos Coen (Onde Os Fracos Não Tem Fez) é um ótimo exemplo de que enfrentar os problemas como se nada estivesse acontecendo não é a melhor saída. Um Homem Sério, nos conta a história do judeu Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) que apesar da iminente separação da mulher, filhos sem valores, perigo de perder o emprego de professor, um irmão doente,  se vê numa inútil tentativa de se manter firme diante de tantos problemas. É como se uma maldição estivesse com Larry. E nem os rabinos podem ajudá-lo. Nota: 8 111 O produtor Luc Besson e o diretor Pierre Morel realizaram um ótimo trabalho na ação Busca Implacável de 2008. Confesso que adoro esse filme. Porém o novo irmão, Dupla Implacável, não mostrou porque veio. As boas cenas de tiros e perseguições estão lá. Travolta até consegue divertir, mas o roteiro é fraco e se torna ao passar dos minutos muito forçado. Você simplesmente começa a pensar como uma busca por traficantes de drogas vai parar num atentado religioso. Se a correria te deixar pensar, é claro. Por essa e outras, ainda prefiro o Liam Neeson. Nota: 6 111111 Obrigatório para qualquer apaixonado por futebol. São poucos os filmes sobre futebol. E ainda mais que conseguem abordá-lo de uma forma que seja satisfatória. Tom Hooper conseguiu através de Maldito Futebol Clube. Um drama biográfico dos maiores gênios do futebol inglês Brian Clough (Michael Sheen). Conseguindo as façanhas de dirigir times considerados pequenos e fazê-los a vencer títulos da elite inglesa de futebol. O filme-documentário ainda mostra a rivalidade de Brian com os Leeds, principalmente com o antigo técnico Don Revie. Nota: 8 1111 A cada filme de Clint Eastwood, me torno cada vez mais seu fã. Sua forma de atuar ou dirigir são simplesmentes comoventes. E com Invictus não é diferente. Quatro anos após o  fim do Apartheid, Nelson Mandela (Morgan Freeman)  encontra na Copa do Mundo de Rúgbi (esporte praticado pela minoria branca) uma maneira de aproximar os dois povos que se dividiram durante o regime. Com uma boa leva de obras primas que Clint havia dirigindo, Invictus está abaixo da média. Devido até por um Morgan Freeman totalmente morno. Mesmo assim é um filme inspirador. Nota: 8 1 O Apartheid ainda rendeu outra história não menos genial do que seus antecessores. Distrito 9, dirigido pelo estreante Neill Blomkamp, cutuca no preconceito dos seres humanos introduzindo no lugar dos negros (ou qualquer povo que sofra desse mal), os alienígenas. Toda a discriminação que os negros sofreram durante o regime, agora é a vez dos aliens sentirem na pele o ódio de todas as pessoas, independente da cor. O filme apresenta falhas grotescas no roteiro, como a demora de rastrear o celular do protagonista quando foragido. Mas tudo isso acaba esquecido por um bem maior, uma mensagem maior. Só percebemos o sofrimento dos outros quando esses outros somos nós. Nota: 9