Uma boa leva de filmes para vocês assistirem e tirarem suas próprias opiniões. E na próxima Locadora, estarei selecionando melhor, pois estou com pouco tempo. Talvez nas férias, chova novidades por aqui.

12 Um soldado vive com a morte a cada hora de seu dia. Como vimos em Guerra ao Terror, esse fardo é apenas um detalhe na rotina de um militar. E a guerra é o seu trabalho.

O roteirista Oren Moverman  (Não Estou Lá) faz uma ótima estréia em O Mensageiro. E diferente da colega Kathryn Bigelow, os personagens não convivem com a morte, eles são mensageiros dela.
 
O capitão Stone (Woody Harrelson) e o soldado Will Montgomery (Ben Foster) são encarregados de notificar os parentes das vítimas da guerra. E o sofrimento que eles observam de cada familiar é como se fosse um tiro levado em pleno campo de batalha. Assim tornando suas vidas cada vez mais insuportáveis.
 
Mais um filme sobre a guerra. Mais um brilhante filme sobre a guerra.
 
Nota: 9

09 Um musical lotado de musas como Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Kate Hudson e Stacy Ferguson já serveria de motivo para levar qualquer marmanjo ao cinema. E as meninas poderiam se encantar com o charme do ótimo Daniel Day-Lewis.

Porém o novo filme de Rob Marshall (vencedor de 6 Oscars por Chicago), Nine não se sustenta por seu forte elenco, mas por seus belos figurinos e inspiradas coreografias. E músicas que farão qualquer um sair cantando pelas ruas como a empolgante “Cinema Italiano”.
 
Mesmo o roteiro sendo simples, em que o diretor Guido sofre um forte bloqueio de criatividade para seu próximo filme devido a uma vida amorosa totalmente desequilibrada e algumas canções sonolentas, vale a pena ver e ouvir mais esse ótimo filme.
 
Nota: 8

10 Você já teve a sensação de assistir um filme e ao mesmo tempo estar se deliciando com um prato saboroso? Eu nunca. Até degustar Julie e Julia.

Nora Ephron (A Feiticeira) tempera duas histórias que se contemplam com um único objetivo: a arte de cozinhar.
 
Baseado nos livros My Life in France, sobre as memórias de Julia e Julie & Julia que são as aventuras de Julie contadas em seu blog (o qual originou o filme).
 
Amy Adams que já tinha se destacado em Dúvida, faz mais um ótimo trabalho. Porém é Meryl Streep que dá um show de atuação para variar. É como se Julia Child, a mulher que populacionou a comida francesa na América, tivesse em carne em osso. E um Bon Appétit a todos.
 
Nota: 9
 
11Agora com o diretor Chris Weitz (responsável pelo fraco A Bússola de Ouro), a Saga Crepúsculo chega ao seu segundo capítulo: Lua Nova.
 
E o que esperar? Ou melhor, o que temer? Mesmo sendo melhor que o 1º filme, a novela mexicana do vampiro cheio de purpurina contra o vira-lata irmão da Lassie que disputam o coração de uma garota totalmente carente e egoísta, só ficou mais açucarado.
 
É a típica produção para satisfazer os desejos das meninas que estão com os hormônios a mil. E esvaziar os bolsos dos pais e encher os cofres dos estúdios.
 
[Atualizado] Abaixo a primeira imagem do final de Crepúsculo:
 
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Não custa sonhar.
 
Nota: 3
 
08Repetindo a parceria de V de Vingança, os irmãos Wachowski (Matrix) e o diretor James McTeigue nos apresenta Raizo. Um ninja que luta contra seu antigo clã, Ozunu, em busca de vingança.
 
James tinha em mãos a melhor equipe de dublê: os 87 Eleven (300, o próprio Matrix). Mas, infelizmente, não soube aproveitá-los ao máximo. Ou o que eles poderiam oferecer. Com tantos cortes de câmera nas cenas de luta, fica difícil apreciar algumas belas acrobacias e ficamos reféns do bullet time.
 
E isso faz bastante falta, pois num filme de ninjas onde as atuações são fraquíssimas, só nos resta ver pedaços de corpo voando. E poderiam ser com mais estilo.
 
Nota: 5
 
07
O que restou para o diretor Roland Emmerich destruir? O mundo, é claro. E com a lenda Maia sobre o fim do mundo em 2012, ele encontrou sua motivação.
 
O roteiro é fraco e supervaloriza a nação dos Estados Unidos como a salvação da humanidade. O que seria de nós se não fosse a coragem e compaixão dos norte-americanos? Um país, segundo o filme, nunca errou. 
 
Se você precisa de uma razão para assisti-lo, seria a de que precisa vê-lo para ter a sua opinião. E de brinde poderá conferir os efeitos especiais grandiosos e empolgantes da catástrofe. Pelo menos Emmerich destrói o planeta com louvor.
 
Nota: 4
 

06Um filme que custou 15 mil dólares em sua produção e arrecadou milhões para seu estúdio. Que fenômeno é esse chamado Atividade Paranormal?
 
Oren Peli vendeu sua cria como se fosse um relato verdadeiro de um casal assombrado por um demônio. E os acontecimentos paranormais são todos registrados por uma câmera.
 
Mas o que não consigo entender, foi a atmosfera que se criou em torno do filme, que é legal, porém não passa de um filhote de A Bruxa de Blair. Esse sim é de dar arrepios. Esse me fez ficar acordado por horas esperando um espírito aparecer.
 
Nota: 5
 
05
Até quando os estúdios tentarão repetir o mega sucesso de Harry Potter investindo milhões em filmes que não passam de cópias do bruxo? E criar algo totalmente novo ou que não lembre muito o universo de Hogwarts?
 
Chris Columbus, diretor dos primeiros filmes do Harry, ficou encarregado de dirigir mais três adolescentes numa nova mitologia. Agora estamos no campo dos Deuses Gregos em pleno Estados Unidos. E conheceremos como anda a relação deles com seus filhos. Os já populares semi-deuses.
 
Os efeitos especiais são aceitáveis e diverte num belo dia de sábado. Mas está longe de pegar um trem na plataforma 9 3/4.
 
Nota: 5

Recomendações: 01Há personagens que marcam seu nome na história do cinema. Seja por toda uma mitologia que o envolve ou a intepretação de seu ator. E no caso de Gran Torino, último filme de Clint Eastwood atuando, a entrega é de corpo e alma. Ou melhor, de amor e ódio. Walt Kowalski é um veterano de guerra que acaba de perder a esposa e vê seus egoístas filhos preocupados em como colocá-lo no asilo. Na verdade, o que mais incomoda Walt são as mudanças de sua sociedade, representadas pelo seu bairro. Onde ele se vê acompanhando essa mudança em sua maneira de pensar sobre o mundo.

Uma perfeita atuação. Um perfeito filme.
 
Nota: 10
 
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Para quem acompanha as comédias em que Judd Apatow está envolvido, já está familirizado com sua equipe de comediantes liderada por Seth Rogen. E Segurando as Pontas é uma bela sátira dos filmes de ação, principalmente dos anos 80.
 
David Gordon Green dirige com maestria essa aventura maconheira em que dois amigos se protegem de qualquer maneira para não serem mortos por donos de tráfico de drogas.
 
Só a presença de James Franco como um traficante que nunca está sóbrio valeria cada minuto. Ou cada folhinha verde.
 
Nota: 9
 
03
Para quem ficou maravilhado com Coraline e o Mundo Secreto, saiba que o diretor Henry Selick já tinha em sua filmografia uma obra prima chamada: O Estranho Mundo de Jack.
 
Produzido por Tim Burton, com personagens marcantes em seu estilo gótico e uma trilha sonora impecável de Danny Elfman, conta a história de Jack Skellington que cansado de sua rotina, vê na festa de natal uma opotunidade de se encontrar e definir um rumo para sua vida.
Um filme encantador, atemporal e sombrio.
 
Nota: 10
 
04
Provocador.
 
Um filme de Lars Von Trier que permite ao seu público amá-lo ou odiá-lo.
Anticristo é uma porta para a reflexão da natureza humana. E para abri-la devemos compreender sua história. O que não é uma das tarefas mais fáceis, porém é desafiador.
 
Divido em capítulos (Luto, Dor, Desespero e Os Três Mendigos), além de um prólogo e um epílogo (obras primas de fotografia feitas por Antony Dod Mantle), acompanhamos o sofrimento de um casal pela morte de seu filho. 
 
Um terror que aposta na tensão do que nos sustos. Uma confissão do lado mais sombrio de uma depressão. E se no final do filme você sair com vontade de matar Lars, não se preocupe, é o demônio de sua natureza humana se revelando.
 
Nota: 10