Lançamentos: 005 O primeiro Jogos Mortais podemos dizer que teve seu momento de brilhantismo. A questão da importância da vida só quando está prestes a encontrar a morte foi um assunto interessante num filme de terror que fingia ser policial. E tínhamos ali um serial killer que não matava as vítimas. Existia sempre uma escolha, antes do jogo começar. Porém suas continuações alá Sexta-Feira 13 acabaram o tornando uma série trash como tantas outras do anos 80. E a questão não era mais a sobrevivência e sim ver pessoas se mutilando. Gosto de filmes assim, assisto para relaxar. Mas fico triste ao ver que já no sexto capítulo eles não tem mais o que contar e inventam mais situações, mais personagens e mais jogos para tentar explicar os motivos de Jigsaw. Em compensação, nesse último filme a escolha de viver ou morrer voltou. E as armadilhas estão mais criativas do que nunca. E como todo filme trash, a história é o de menos. Nota: 6 002 Judd Apatow (O Virgem de 40 Anos), Adam Sandler e Seth Rogen. Olhando pelos nomes poderíamos afirmar que se trata de um filme de comédia. Na verdade essa afirmação não está errada, mas se você espera mijar de tanto rir, procure outro filme. Tá rindo do quê? (péssima tradução brasileira, mas não fora de contexto) nos mostra a vida de humoristas, deste aos famosos com seus filmes idiotas que geram dinheiro (adorei essa crítica de Judd), aos que tentam ganhar algum espaço no meio do Standu-up Comedy. Temos a proposta de refletir que mesmo as pessoas responsáveis por nossos risos também podem sofrer. E quem irá fazer eles rirem? Um ponto fraco que pode ter feito o filme ter saído direto em DVD no Brasil, foi sua duração. Tem filmes que são longos, porém não vemos a hora passar de tão bons. Nesse caso, chega uma hora que fica evidente a história sendo arrastada e nossa paciência testada. Nota: 7 006 O Fantástico Sr. Raposo. O diretor Wes Anderson (Os excêntricos Tenenbaums) se aventura no mundo do Stop Motion. Eu particulamente fico maravilhado com quem consegue trabalhar com essa técnica. Mostra a paixão do cineasta pela arte em forma de cinema. E convenhamos, Anderson é um artista. Sr. Fox (George Clooney) é um raposo com as necessidades de um ser humano. A cena em que perde o seu rabo é uma clara referência a sua humanização até se convencer que não passa de um animal selvagem. E precisa proteger todos a sua volta de sua própria ambição. O que vale destacar nesse trabalho é a fotografia. Tristan Oliver nos presenteia com cenas que parecem verdadeiros quadros como a Senhora Fox pinta em seus momentos de família. Algo belíssimo que só o Stop Motion pode proporcionar. Nota: 10 004Já que o assunto é sobre arte, nada melhor do que continuar com Os Fantasmas de Scrooge. Robert Zemeckis  (Forrest Gump: O Contador de Histórias e De Volta Para o Futuro) nos traz uma história de Natal velha, porém com um visual novo. Usando a técnica de captação de movimento onde essa tecnologia permite a modelagem dos atores como, por exemplo, fazer um Jim Carrey parecer um velho ranzinza e Gary Oldman um careca baixote. E assim temos o conto de Charles Dickens em que os fantasmas do Natal passado, presente e futuro mostram ao velho Ebenezer Scrooge a importância do amor ao próximo. Num visual em fazer qualquer um adorar o dia 25 de Dezembro. Nota: 9 apenas20o20fim Primeiro filme do promissor diretor e roteirista Matheus Souza, .Apenas o Fim. ganhou prêmios por onde tem passado. Como o Melhor Filme do Júri Popular e Menção Honrosa do Júri Oficial no Festival do Rio 2008. O filme é basicamente sobre  uma discussão de relacionamento. Mas não fica basicamente nisso. Erika Mader interpreta uma garota que decidi mudar o rumo de sua vida. E antes de fugir de tudo e de todos, cede uma hora de seu tempo com o seu namorado (Gregório Duvivier) para passar os últimos momentos juntos em conversas que vão deste a relação até o que cerca nossa juventude. E o ponto forte do filme é como essa juventude é retratada. Uma juventude que não vê mais nada além do seu próprio umbigo, exceto os nerds que estão perdendo um amor. Nota: 9 besouro Nosso cinema chegou num ponto que precisa de mudanças. Não dá mais para ser sustentado com temas como pobreza (favela ou sertão) e amor cômico (os filmes globais). E o publicitário João Daniel Tikhomiroff surge com uma nova proposta.  Besouro conta a história de Aílton Carmo, importante capoeirista baiano que marcou sua trajetória nos anos 20. O que poderia ser um filme de pobreza baiana, que mostraria a luta dos negros contra o coronel após a abolição, nos revela uma grata surpresa de inovação ainda não vista no nosso cinema. Besouro tem poderes sobrenaturais, consegue voar e eliminar seus inimigos em ótimas, porém poucas, coreografias de luta. Tudo ensaiado pelo mestre Huen Chiu Ku, responsável pela coreografia em Matrix. Poderiam ter aproveitado mais o talento de Chiu Ku. Com certeza o filme teria menos enrolação em certos momentos. Nota: 8 Recomendações:  003 Somos movidos pelo instinto ou condicionados ao nosso meio? Stanley Kubrick discute esses temas e mais outros nessa genial obra de arte chamada Laranja Mecânica. Acompanhada por uma clássica trilha sonora.   Na trama temos Alex (numa inesquecível interpretação de Malcolm McDowell) um jovem que passa horas de sua noite em plena forma da violência urbana. Porém só quando é preso que percebemos o quanto Alex é pequeno comparado a ganância e vingança dos homens. Kubrick nos faz pensar o porquê da existência violenta dos nossos atos. Onde a real violência reside em nosso corpo? Se mesmo jovens que tem praticamente tudo ao seu dispor atiram fogo em mendigos e jogam ovos nas pessoas, o que lhes falta? De tantas perguntas a serem respondidas, a saída é assistir esse violento e belo filme para cada um tirar suas conclusões sobre o homem sendo um animal selvagem quando é tirada sua coleira. Nota: 10 001 Martin Brest já havia me dado um presente chamado Perfume de Mulher, porém parecia que não tinha ficado satisfeito e me presenteou também com Encontro Marcado. Filmes românticos são um desafio para quem os aventura a fazer. Sempre há o perigo de cairem na mesmice do casal que se apaixonam a primeira vista, depois separam por algum motivo e no final vivem felizes para sempre. Alguns clichês são complicados de fugir, pois o Eu Te Amo é uma das frases mais usadas no cinema e mesmo assim se torna única cada vez que é dita. O que torna um filme de amor especial é o que envolve o casal. Encontro Marcado é especial. É uma prova de que o amor destrói barreiras, até quando são espirituais. Brad Pitt interpreta a Morte (conhecida como Joe Black) que numa tentativa de conhecer a humanidade ao lado de William Parrish (Anthony Hopkins) se apaixona por Susan (Claire Forlani). E nesse amor vemos que até a Morte reconhece a beleza da Vida. Nota: 10