The Resistence é o mais recente álbum da banda Muse lançado em setembro do ano passado. O trio inglês é caracterizado por fazer rock com ritmo acelerado e meio sombrio, guitarras "nervosas" e cheias de efeitos – não é à toa que Bellamy ( vocal, guitarra e piano/sintetizador) tem como sua maior influência o guitarrista Tom Morello, ex-Rage Against The Machine/ex-Audioslave – , também não deixa de ter um clima retrô típico das bandas britânicas. Contudo, The Resistence têm fortes influências de música clássica onde Matthew Bellamy até toca Noturno de Chopin ao final da música United Estates Of Eurasia (+ Collateral Damage), além disso as 3 últimas faixas entituladas Exogenesis Part1 (Overture)/Part2 (Cross Pollination)/Part3 (Redemption) são orquestradas, característica que é largamente evidenciada em banda de Heavy Metal melódico .


Já as outras faixas do álbum como Uprising, que foi o primeiro single do álbum, abusa dos sintetizadores junto ao compasso do rock clássico, Undisclosed Desires é uma música bem dançante com batida parecida com a de "Hip Hop". I Belong To You tem um ritmo que toma outra forma ao longo do tempo: começa num clima bem leve e animado, porém passa a se tornar uma balada romântica bem lenta ao som de orchestra e piano deixando um clima semelhante a de um musical também por conta da interpretação dramática de Matthew Bellamy. E assim é The Resistence: um álbum que mantém a personalidade musical da banda agregando novos elementos às músicas sem perder a qualidade; os caras gostam mesmo de arriscar em algumas faixas fazendo sons com clima onde o público em geral irá se familiarizar até uma sonoridade mais refinada e ainda conseguem fazer sucesso sem entrar na onda das tendências atuais. Contudo as faixas onde não há tanta novidade sonora peca por ser um pouco semelhante há sucessos mais antigos do trio britânico. Mesmo assim, o Muse é um dos grandes destaques e uma das salvações do rock desta primeira década do século XXI.
 


Nota: 8