X-men Origens: Wolverine é a nova série da Fox depois do desastroso "X-men: Confronto Final".
 
Desta vez a proposta é contar a origem dos principais personagens da Marvel. E a vítima da vez é o selvagem Logan (Hugh Jackman).
 
O filme todo pode ser resumido em uma palavra: pancadaria. Fora isso, não sobra muita coisa. Um apelo romântico ali, uma redenção acolá, Wolverine se baseia em acabar com todos até saber se são amigos ou inimigos.
 
É um bom filme de ação, tem algumas cenas interessantes. Não é todo lixo que andam falando, porém por ser um filme de quem é, deveriam ter mais cuidado e respeito com o personagem.
 
Ainda bem que tem o jogo, que é muito melhor e sanguinário que o inocente filme para a família toda.
 
Nota: 4

Em Inimigos Públicos, Michael Mann (Fogo contra fogo, O Informante) conta a origem da Federal Bureau of Investigation, mais conhecida pela sua sigla: FBI. Presente em tantos filmes policiais espalhados por Hollywood.
A temática é a mesma de "Fogo contra Fogo", dois homens se confrontando por lados opostos, sem a caricaturização do mocinho e bandido.
Sendo Johnny Depp o famoso criminoso John Dillinger ou Christian Bale como Melvin Purvis, o encarregado de prender Dillinger, ambos tem suas virtudes e seus pesadelos.
E Michael dirige com sua habitual competência e nos entrega um clássico filme de gangster da era digital.

Nota: 9

Tony Scott é um diretor, digamos, estiloso. Bastam alguns minutos de duração, você já sabe que o filme é dele sem ver os créditos.
Depois de aparecer para o cinema em "Top Gun – Ases Indomáveis" e firmar parceria com Denzel Washington em "Chamas da Vingança" e "Deja Vú", Scott junto com seu competente púpilo estream o remake "O Sequestro do Metrô 123".
John Travolta está ótimo como o sequestrador Ryder e a trama bem estruturada para o seu final previsível e dramático.
Boa opção para seu final de tarde antes de pegar o trem.
Nota: 7

Quem assistiu o primeiro Adrenalina devia estar se perguntando: "Caralho, como vai ter o segundo? Chev Chelios não morreu?". Não. Ele apenas caiu de um helicóptero e perdeu uma vida. Como nos antigos jogos da Nintendo.

E seguindo nessa linha dos videogames, os alucinados e despreocupados diretores Mark Neveldine e Brian Taylor contam mais uma aventura frenética contra o tempo de Chev Chelios (Jason Statham). E desta vez, terá que carregar seu coração artificial com alta voltagem até encontrar os responsáveis pelo seu coração de verdade.
 
A busca envolve muitos tiros, alta velocidade e uma transa na pista de um hipódromo.
Se você busca um filme conciso, coerente, digno de Oscar, procure em outro lugar.

Nota: 7

James Gray é um diretor que merece destaque atualmente, até por causa de seus excelentes trabalhos como o impactante e profundo "Os Donos da Noite".

E Joaquin Phoenix volta para o mais recente filme "Amantes". Do gênero policial, Gray se aventura no drama familiar.
Com uma brilhante interpretação que já valeu duas indicações ao Oscar, Joaquin está em sua melhor forma e demonstra friamente a dúvida que envolve Leonard no decorrer da história.
Machucado ainda por seu último relacionamento, Leornad se vê envolvido com duas mulheres que podem lhe dar vidas totalmente diferentes. A segurança de uma família ou uma aventura para fugir da sua medíocre rotina? Nada melhor do que James Gray para responder.

Nota: 10
 
Mais um filme de Segunda Guerra Mundial? Na verdade é, porém desta vez a história é contada através dos olhos de uma criança.
Uma criança alemã que ainda não entende o que está acontecendo em sua volta se muda com sua família para um casa de campo.
E realmente é uma casa de campo, bem perto do campo de concentração aonde judeus eram obrigados a serviços pesados e depois queimados em quartos fechados. Nesse ambiente que a criança conhece "O Menino do Pijama Listrado" e com as diferenças de lado constroem uma bonita amizade moldada pelo medo de ambos.
 
O filme promete emocionar a quem for assisti-lo. Você sairá com um sentimento que não saberá explicar certamente o que é. Porém como já escrevi é mais um filme de Segunda Guerra Mundial e, ainda por cima, falado em inglês britânico.
Nota: 7

9 – A Salvação foi de curta-metragem indicado ao Oscar à um filme produzido por ninguém menos que Tim Burton (A Noiva Cadáver) e Timur Bekmambetov (O Procurado).

Shane Acker viu seu promissor trabalho de faculdade se transformar num blockbuster. Porém o que funcionou como curta não é sempre que funciona num longa.
O desenho gráfico é algo completamente espetacular, belíssimo. O ambiente de um mundo destruído pelas máquinas realmente convence. O tema já é bem batido em Hollywood, máquinas x humanos, desta vez, por bonequinhos de pano.
E tem certos momentos do filme que você pensa que já poderia ter terminado por ali mesmo.

Nota: 7

Borat é tãaaaaaaaaao 2006. Assim foi vendido o novo filme do humorista cheio da grana Sacha Baron Cohen. "Bruno" é a sua nova forma de mostrar todos os defeitos de uma sociedade construída pelos moldes do capitalismo e da ambição pela fama.

Interpretando (o que nem parece de tão natural o personagem) um comentarista de moda austríaco que é despedido por sua ousadia em suas matérias, revolve partir para os Estados Unidos e se tornar uma estrela, como o Tom Cruise, por que não?
O constrangimento que deixa seus entrevistados (em muitas vezes não sabem que se trata de um filme) não tem preço. A sua opção sexual só ajuda a demonstrar os preconceitos mais visíveis dos norte-americanos e da maioria da população mundial também.
Moral, dignidade, caráter, respeito, e outras qualidades desse tipo não se encontram em Bruno. Por isso o torna tão especial, tão In.

Nota: 9