Quando contrataram o diretor McG para começar a nova trilogia de Exterminador do Futuro, confesso que fiquei com medo. Ele é apenas o responsável pelo horrível “As Panteras Detonando”. Porém com o tempo, com fotos do filme e a sinopse saindo, resolvi dar um crédito ao diretor. Se Martin Campbell fez o excelente Cassino Royale, porque McG não poderia surpreender? E me surpreendeu.

 

Já deixo claro que os dois primeiros, para mim, são intocáveis. Toda a mitologia, toda idéia original está ali, James Cameron é o pai de T-800. Porém estamos falando de um reinício, aqui começa uma nova mitologia, respeitando, claro, toda a cronologia da série. O quarto Exterminador do Futuro caminha com os próprios pés.

 

Já percebemos isso na sinopse, John Connor (Christian Bale) ainda vive da promessa de se tornar um grande líder. Estamos no ano 2018, um mundo destruído pelas máquinas, onde os que sobreviveram se juntam a resistência ou se escondem. O exterminador T-800 começa a ser produzido, enquanto os humanos fogem dos T-600 que são uma ameaça constante. O ponto forte da história é Marcus Wright (Sam Worthington), um homem que não sabe de seu passado, porém sente que há de fazer algo para John Connor. Ajudar ou matar. Esse é o mistério que nos prende até o final do filme.

 

 

Os atores estão muito bem. Sam Worthington rouba a cena, sem ele o filme não teria a mesma força. Dando muito trabalho para Christian Bale. Além de ter uma das minhas musas do cinema internacional: Bryce Dallas Howard. O filme poderia ser uma porcaria, mas eu pagaria o ingresso só para vê-la.

 

Referências. Nós encontramos elas em vários momentos do filme, não tem como não lembrar dos primeiros assistindo esse. I’ll be Back está lá. Guns N’ Roses está lá. Arnold Schwarzenegger está lá. Opa! Arnold Schwarzenegger? Mas ele não é Governator? Com certeza é a melhor cena do filme e a mais nostálgica, quase chorei de emoção quando o vi. Obviamente não é ele em pessoa, porém com a magia da tecnologia podemos ter mais uma vez a chance de ver T-800 em carne e aço. E só para concluir, não posso deixar de elogiar mais um ótimo trabalho na trilha sonora de Danny Elfman e a ótima mão que McG tem em cenas de ação. O diretor prova que de explosão entende muito bem.

 

 

A série Exterminador do Futuro volta metralhando tudo, depois do regular Rebelião das Máquinas. Mesmo não sendo o sonho de qualquer fã, McG segurou a barra e ainda mandou um I’ll be Back!!!

 

 

Trailer: