Sucesso de vendas e nas bilheterias. Seja nos livros ou nos cinemas, Crepúsculo é o mais novo fenômeno infanto-juvenil. Não li o livro, porém a questão aqui é o filme. E assim fica muito melhor analisá-lo sem nenhuma influência da obra escrita. E talvez um dia eu leia para saber se é melhor que o filme, pois sabemos que quantidade não significa qualidade. E esse é o caso.

 

Aproveitando a onda de Harry Potter, o ator Robert Pattinson, que interpretou Cedrico Diggory na quarta aventura do bruxo, vive Edward Cullen no seu novo trabalho. Um vampiro que se apaixona por uma humana, Bella (Kristen Stewart), e tem que enfrentar os perigos que esta relação irá trazer. Você deve estar com a impressão de já ter visto essa situação em algum lugar: o amor impossível. Seja em romances ou filmes de heróis, sempre funciona com o público em geral. Uma das fórmulas que Hollywood tem para arrancar seu dinheiro.

 

Porém há filmes que tem muito mais a mostrar do que apenas seguir esse padrão, longe do que Crepúsculo nos proporciona. Você irá ouvir muita gente dizendo que o filme é lindo, claro que é lindo. Tudo é perfeito, mocinho e mocinha com problemas que ambos tem de enfrentar e superar para viver o seu grande amor. Com amigos mais compreensíveis possíveis dos dois lados. Sempre tendo aquela personagem com uma certa inveja e um vilão para uma cena mais eletrizante, porém ninguém é de ferro. Tem que ter uma pancadaria para aqueles que estão apenas acompanhando a namorada gostar do filme.

 

A direção de Catherine Hardwicke está do nível da história. Em um filme de vampiros, o que finge ser o caso, o que você espera ver? Sangue. E para não chocar ninguém, isso foi devidamente evitado. Não que eu ache o conservadorismo algo legal, o que me tira a paciência é a hipocrisia. As mortes ficam na sua imaginação, mas nem dá para pensar muito, temos que acompanhar o lindo romance de Edward e Bella. E assistir a bela cena que o par pula de árvore em árvore como um macaquinho. Mas vampiros não são morcegos? Pois é. Um ponto positivo é a bem elaborada e criativa mitologia dos vampiros. O sol não os fere, apenas os denuncia. Há os “vegetarianos” e os “carnívoros”. E cada um desenvolve um poder em particular. Mas isso já são méritos da autora do livro Stephenie Meyer.

Obs: Parte da crítica foi perdida durante a transição para o WordPress.

 

 

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